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O relatório do general do Exército americano Stanley McChrystal sobre a atuação dos Estados Unidos no Afeganistão publicado nesta segunda-feira, 21, pelo “Washington Post”, revela uma situação de urgência.
Segundo o documento, a guerra contra os rebeldes afegãos terminará em fracasso, se não for enviado um reforço do contingente militar. O vazamento das informações sobre a guerra pressiona ainda mais o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já prejudicado por uma queda no apoio popular e um aumento de ceticismo por parte de seus próprios parceiros de partido.
Obama tem pedido mais tempo para decidir se destinará recursos extras para as tropas americanas que atuam no Afeganistão, ou se renovará a estratégia planejada em março, mas a divulgação do relatório deve forçá-lo a determinar medidas mais duras muito em breve.
“O momento da verdade sobre o que queremos fazer sobre o Afeganistão está chegando”, segundo Bruce Riedel, da Instituição Brookings. “Politicamente, a situação coloca uma grande pressão sobre o presidente para que ele aumente os recursos”.
Ocupado com os debates sobre sua reforma no sistema de saúde e a crise econômica, Obama parece estar relutando em tomar decisões rápidas sobre o Afeganistão, principalmente para ter tempo de convencer os congressistas americanos que ainda se mostram hesitantes, especialmente os do Partido Democrata, cujo apoio necessita na agenda doméstica.
Como o presidente reagirá sobre o relatório elaborado pelo principal comandante americano no Afeganistão ainda não se sabe, mas em entrevista à rede “ABC”, no domingo, 20, Obama admitiu considerar a si mesmo como parte de um “público cético”, sobre a decisão.