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Museu em Detroit inaugura exposição de Diego Rivera e Frida Kahlo

O Detroit Institute of Arts quase fechou as portas mas venceu a crise. A exposição é a primeira mostra do museu como uma instituição independente

Museu em Detroit inaugura exposição de Diego Rivera e Frida Kahlo
Diego Rivera considerava os murais 'Detroit Industry' a obra-prima de sua carreira (Reprodução/Reuters)

Quando Graham Beal, o diretor do Detroit Institute of Arts (DIA), percebeu há uma década o impacto no cenário artístico de Detroit dos 11 meses em que Diego Rivera e Frida Kahlo moraram na cidade no início da década de 1930, ele decidiu fazer uma exposição. O ponto principal de atração seria a joia da coroa do acervo do DIA: os murais “Detroit Industry” de Rivera, uma série de desenhos de máquinas e operários da fábrica River Rouge da Ford Motor Company, que o artista mexicano considerava a obra-prima de sua carreira.

Durante o período, ao qual Beal refere-se com delicadeza como um momento de “circunstâncias financeiras interessantes”, a exposição foi adiada por muitos anos. Nessa época os recursos da cidade para custear as despesas do DIA reduziram-se a nada e Detroit mergulhou em uma profunda crise econômica. Depois que a cidade declarou falência em 2013, a administração do museu pensou em fechar o DIA e vender seu acervo. Essa situação crítica foi solucionada por uma “grande barganha”. Os doadores particulares, as fundações beneficentes e o Estado de  Michigan arrecadaram US$816 milhões para ajudar a pagar os salários dos funcionários, em troca de transferir a propriedade do DIA para um fundo beneficente.

A exposição Diego Rivera and Frida Kahlo in Detroit inaugurada em 15 de março, é a primeira mostra do DIA como uma instituição independente e a última grande exposição sob a direção de Graham Beal, que está se aposentando após 16 anos no cargo de diretor. Detroit quase fechou as portas de seu museu de 130 anos, mas venceu a crise e, portanto,  Beal sente-se orgulhoso de anunciar sua aposentadoria com um evento tão focado na cidade. A exposição bilíngue (todas as etiquetas das paredes estão escritas em inglês e espanhol e os filmes de curta duração têm legendas nas duas línguas) tem uma seção introdutória sobre a vida dos dois artistas antes de Detroit, uma parte principal focada nos meses em que moraram na cidade e uma seção final. A mostra reúne 70 trabalhos, entre os quais os enormes desenhos preparatórios para os murais “Detroit Industry”.

Fontes:
Economist-Rivals and accomplices

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