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Política e terrorismo

Na França, todos atentos à primeira eleição ‘pós-Charlie’

Pequena eleição legislativa suplementar vem sendo considerada um termômetro do que será o cenário eleitoral francês nos próximos anos

Na França, todos atentos à primeira eleição ‘pós-Charlie’
Sophie Montel, da Frente Nacional (Fonte: Reprodução/AFP)

Uma pequena eleição legislativa suplementar cujo primeiro turno foi realizado neste domingo, 1º, na França, vem sendo considerada um termômetro do que será o cenário eleitoral francês nos próximos anos, colocando à prova a popularidade do Partido Socialista, de um lado, e, de outro, indicando até onde a extrema direita pode chegar tentando transformar em votos o seu discurso sobre o “perigo islâmico”.

A eleição legislativa parcial na província de Doubs, perto da fronteira com a Suíça, foi convocada depois que o deputado eleito por aquele círculo eleitoral assumiu um cargo pela França no âmbito da União Europeia. 

Após o ataque ao jornal Charlie Hebdo e o tiroteio em um mercado judaico de Paris, no início de janeiro, supunha-se uma barbada a eleição de Sophie Montel, candidata da Frente Nacional, partido de extrema direita liderado por Marine Le Pen, ainda mais à luz do fato de que Doubs fica em uma região onde há muita insatisfação com o governo do PS por causa das demissões em uma grande fábrica da Peugeot.

Acontece que, abertas as urnas, verificou-se que Sophie terá que digladiar-se em um segundo turno, a ser disputado no próximo domingo, 8, com o candidato do PS, Frédéric Barbier, com os dois saindo da primeira volta com uma diferença de apenas quatro pontos percentuais entre suas respectivas votações — entre os 34% de Sophie e os 30% de Barbier, em uma eleição que teve ainda o candidato da UMP, de Nicolás Sarkozy, alcançando 27% dos votos.

O candidato derrotado da UMP, Charles Demouge, já adiantou que não irá declarar apoio nem à Frente Nacional nem tampouco ao PS no segundo turno. Até agora, entretanto, o grande “vencedor” da primeira eleição na França depois dos ataques do início de janeiro em Paris parece ter sido a abstenção: no pleito para onde se dirigiram todos os holofotes, apenas 32% dos eleitores apareceram para votar.

Fontes:
Público - Frente Nacional sonha com terceiro deputado no Parlamento francês

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