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IMIGRANTES AFRICANOS

Netanyahu suspende acordo com ONU sobre deportações

Pelo acordo, parte dos imigrantes que seriam deportados pelo país iria para Europa e Canadá, enquanto outra parte poderia permanecer em Israel

Netanyahu suspende acordo com ONU sobre deportações
A própria ONU evitou comentar o plano, divulgado por Israel (Foto: Kremlin)

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, resolveu nesta terça-feira, 3, suspender um acordo feito com a Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a deportação de imigrantes ilegais.

O acordo, que foi fechado na última segunda-feira, 2, determinava que 16 mil imigrantes africanos seriam enviados para países europeus, como Alemanha e Itália, além do Canadá. Outros 16 mil imigrantes poderiam permanecer em Israel.

“Eu escutei atentamente os muitos comentários sobre o acordo. Depois de reavaliar as vantagens e desvantagens, decidi cancelar o acordo”, disse Netanyahu em comunicado. Segundo o jornal israelense Haaretz, o primeiro-ministro resolveu cancelar o acordo, porque os conservadores não gostaram da ideia de que parte dos imigrantes poderiam continuar em Israel. Para os israelenses de direita, a presença de migrantes cristãos e muçulmanos seria uma ameaça à identidade do país como um Estado judeu.

No entanto, autoridades de alguns países, que teoricamente receberiam os imigrantes, disseram que desconheciam os termos. O Ministério do Exterior italiano e o Ministério do Interior da Alemanha negaram haver qualquer acordo. A própria ONU evitou comentar o plano, divulgado por Israel.

O plano original, divulgado em janeiro, era deportar os mais de 30 mil imigrantes ilegais de volta aos seus países de origem. Caso eles não obedecessem, seriam presos. Netnanyahu, entretanto, suspendeu o plano e fechou o acordo com a ONU.

“Apesar da crescente limitação legal e internacional, continuaremos a trabalhar com determinação para esgotar todas as possibilidades à nossa disposição para remover os infiltrados”, disse Netanyahu no comunicado de suspensão do acordo com a ONU. Os imigrantes são chamados de “infiltrados ilegais” pelos conservadores de Israel.

Agora, não está claro se o país vai retomar o plano original de deportação ou criar outro. Progressistas e sobreviventes do Holocausto são contra planos de deportações, porque, para eles, baseado na história de Israel, o país tem o dever de receber refugiados que fogem de conflitos e da fome.

Fontes:
DW-Netanyahu cancela acordo com a ONU que evitaria deportações

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