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Estudo inédito

Neurocientistas criam ‘Alzheimer artificial’ para estudar a doença

Neurocientistas conseguem replicar em placas de petri células do cérebro afetadas pelo Alzheimer. Medida pode acelerar os estudos sobre a doença e a busca por tratamentos

Neurocientistas criam ‘Alzheimer artificial’ para estudar a doença
Nova técnica também permitirá entender o progresso da doença (Reprodução/ Canada Journal)

Neurocientistas do Massachusetts General Hospital, em Boston, EUA, conseguiram pela primeira vez desenvolver “artificialmente” o mal de Alzheimer. A técnica, chamada “Alzheimer em petri”, consiste em replicar em placas de petri células do cérebro humano e, em seguida, fazer com que elas desenvolvam a doença.

A medida permitirá aprofundar as pesquisas sobre a doença, bem como a busca por novas drogas e tratamentos. Até o momento, os neurocientistas usavam ratos para estudar o Alzheimer, mas a técnica era limitada, pois os animais desenvolvem uma forma diferente da doença.

Segundo Rudolph E. Tanzi, líder do estudo, foi usado um gel especial para replicar células humanas em placas de petri, onde elas formaram conexões como em um cérebro normal. As células replicadas receberam neurônios que tinham os genes da doença degenerativa. Em algumas semanas, os pesquisadores identificaram o início da doença.

A nova técnica também permitirá entender o progresso do Alzheimer. “É um grande passo. Pode acelerar dramaticamente os testes de possíveis drogas contra a doença”, disse Murali Doraiswamy, professor de neurociência da Duke University, EUA. O estudo foi pulicado na revista Nature.

Fontes:
The New York Times-Breakthrough Replicates Human Brain Cells for Use in Alzheimer’s Research

1 Opinião

  1. olbe disse:

    Rezo todos os dias para que encontrem a cura desta doença tão terrível,para quem sofre e para a família que acompanha.

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