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Opinião de jornal

‘New York Times’ propõe acordo de troca de presos entre Cuba e EUA

Jornal americano defende medida como a única maneira de reatar as relações diplomáticas entre os países

‘New York Times’ propõe acordo de troca de presos entre Cuba e EUA
O americano Alan Gross perdeu 45 quilos na prisão em Cuba, está perdendo a visão e fala em suicídio (Reprodução/Internet)

Um recente editorial do jornal americano New York Times defende uma troca de prisioneiros entre os governos dos EUA e Cuba como a única maneira de reatar os laços diplomáticos entre países afastados há mais de 50 anos.

Publicado no último domingo, 2, o editorial propõe que o governo Obama liberte três espiões cubanos presos nos EUA em troca de um americano detido em Cuba. Segundo o jornal, a troca é a única maneira de iniciar uma reaproximação diplomática e quebrar o ciclo de desconfiança e atos de sabotagem mútuos.

Quase cinco anos atrás, o regime cubano prendeu Alan Gross, um subcontratado do governo americano envolvido em um projeto sigiloso para expandir o acesso à internet na ilha. Segundo o editorial, o caso Gross tornou-se o principal obstáculo para um avanço diplomático entre os países.

“Só há uma maneira viável de retirar Gross de uma equação suficientemente complexa. O governo Obama deve trocá-lo por três espiões cubanos presos há mais de 16 anos nos EUA”, afirma o NYT.

Fingindo ser turista, Gross viajou para Havana cinco vezes em 2009 transportando equipamentos de comunicação escondidos como parte de uma iniciativa para prover o acesso à internet a mais cubanos. O governo dos Castro condenou Gross em 2011 a 15 anos de prisão.

Para libertar Gross, o New York Times afirma que Obama terá de devolver a Cuba três espiões acusados de infiltrar grupos de exilados cubano-americanos no sul da Flórida para cometer assassinatos. Estes cubanos teriam conspirado com autoridades em Havana nos anos 1990 para derrubar aviões operados por um grupo de exilados que pretendiam lançar folhetos sobre a ilha, incitando uma revolução contra o governo de Cuba. Para o Times, o fato destes espiões estarem cumprindo pena há mais de 16 anos justifica o acordo.

Uma questão humanitária

Em seus três anos de cativeiro em Cuba, Gross perdeu 45 quilos e está perdendo a vista no olho direito. Em junho, sua mãe morreu. Em maio, após completar 65 anos, ele disse que este ano será o ultimo que passará em uma prisão cubana, sinalizando que já contempla o suicídio.

“Se Gross morrer em Cuba, a possibilidade de se estabelecer uma relação mais saudável entre EUA e Cuba desaparecerá por vários anos. Obama tem de reconhecer que isso é inteiramente evitável, mas tem de atuar rápido”, conclui o jornal.

 

Fontes:
The New York Times - A Prisoner Swap with Cuba

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Isso não é justo: um americano vale por três cubanos?
    Será que os americanos são tão melhores que os cubanos?
    Já li sobre um israelense ser trocado por 100 mussuls.
    Quanto injustiça para com os cubanos e os palestinos.
    Só porque cubanos, comunas e mussuls nunca terem se destacado em nada, exceto em assassinatos coletivos?
    Quanto injustiça para com essa laia desprezível!

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