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Política em Nova York

Nova York se despede de Michael Bloomberg

Um perfil do ex-prefeito empresário de Nova York

Nova York se despede de Michael Bloomberg
Sob o comando de Michael Bloomberg, Nova York se tornou mais segura e limpa (Reprodução/Economist)

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Os nova-iorquinos tiveram doze anos repletos de acontecimentos com o seu prefeito, Michael Bloomberg, um dos homens mais ricos do mundo (a Forbes afirma que sua fortuna chega a US$ 31 bilhões). Impedido pela regulação eleitoral de concorrer mais uma vez, Bloomberg terá de deixar a prefeitura em dezembro, dando lugar ao sucessor democrata Bill de Blasio, eleito nesta terça-feira, 5, com maioria esmagadora dos votos.

Leia também: Democrata Bill de Blasio é eleito prefeito de Nova York

Nova York elegeu Bloomberg três vezes, a primeira como republicano e as seguintes como independente, após campanhas regadas a gastos estupendos e desproporcionais (Bloomberg empenhou mais de US$ 100 milhões do seu dinheiro próprio na sua última campanha de reeleição).

Sua riqueza o blindou contra interesses especiais com potencial corruptor: ele nunca tem que mendigar por doações de campanha. Esta característica também o poupou da experiência, a qual costuma dar algumas lições de humildade, de ter que implorar pelo amor de uma cidade truculenta. Ele foi um executivo-chefe, não um líder empolgador das massas.

Sob o seu comando Nova York se tornou mais segura e limpa. Suas tentativas de fazer com que os nova-iorquinos ficassem mais saudáveis (proibição do fumo em público, informações de calorias em menus) foram abraçadas apesar da insatisfação inicial. As escolas melhoraram, ainda que apenas algumas. A renda real estagnou, no entanto, e a diferença entre ricos e pobres aumentou enormemente.

Bloomberg por vezes é chamado de centrista, mas isso não é exatamente correto. Ele é liberal em questões sociais, como em relação ao casamento gay e à insensatez de manter tantos americanos encarcerados. Mas ele também irrita os liberais quando exige políticas de revista duras para jovens negros e homens hispânicos. “A política de revista (Stop-and-frisk) reduziu o crime”, afirma com convicção. “E coagir a garotada a não portar armas é uma de suas partes integrantes.” Há projetos municipais voltados para jovens garotos pertencentes a grupos minoritários, e a sua fundação doou US$ 30 milhões a iniciativas desse tipo.

Bloomberg fez muito por Nova York. Oxalá ele devote os seus próximos anos longe da prefeitura a aprimorar as cidades em vez de dedicar tempo ao golfe. Infelizmente o seu sucesso não serve muito como guia de como consertar os EUA.

Fontes:
The Economist-Bye-bye, Bloomberg

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    O DNA do Bloomberg é REPUBLICANO (direita, conservador e não politicamente correto) e por isso ele teve sucesso neste empreitada. Provavelmente os democratas (o PT americano) não vão dar continuidade ao bom trabalho que Bloomberg fez.
    Basicamente, o Republicanos constroem e os democratas desmontam o que foi construído. É sempre assim. O detalhe é que lá, o PT deles não consegue aparelhar totalmente a nação à custa de distribuição de dinheiro, embora eles se esforcem, pois ainda não entenderam que a vida não é justa.

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