Início » Internacional » Nova Zelândia pretende erradicar espécies predadoras
MEIO AMBIENTE

Nova Zelândia pretende erradicar espécies predadoras

País lança seu maior plano até agora para eliminar animais que ameaçam espécies nativas

Nova Zelândia pretende erradicar espécies predadoras
O Kiwi, pássaro símbolo da Nova Zelândia, será beneficiado pelo programa de preservação (Foto: Wikimedia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Nos primeiros meses de 2016, a Nova Zelândia lançou um novo plano para eliminar quase todos os predadores terrestres do arquipélago, tornando o país seguro para espécies em constante ameaça, como o pássaro que pode ser considerado o mais difícil de preservar: uma espécie de papagaio que não voa, chamado “kakapo”, que é, basicamente, uma refeição fácil, além de incontáveis outras criaturas que evoluíram no país até os humanos introduzirem ratos, gatos, furões, gambás etc.

O projeto, “Predator Free New Zeland” (“Nova Zelândia Livre de Predadores”, em tradução livre), foi anunciado em 25 de julho e será administrado por uma parceria público-privada. Os cidadãos vão contribuir com NZ$28 milhões (cerca de R$ 66 milhões) na condição de que o dobro desta quantia seja gerado em outras áreas. O objetivo é eliminar três tipos de predadores introduzidos pelo homem – ratos, doninhas e gambás – até 2050. Para acalmar os amantes dos felinos, gatos estão, em sua maioria, fora da lista, no momento. Mas felinos selvagens vivendo em terrenos públicos podem virar alvos.

Erradicar predadores introduzidos não é uma tarefa muito difícil em ilhas pequenas, especialmente naquelas inabitadas por humanos. A própria Nova Zelândia já realizou este processo mais de 100 vezes – e o tamanho das ilhas envolvidas aumentaram 10 vezes a cada década desde os anos 1960. As ilhas Norte e Sul do país são, respectivamente, 1000 e 1300 vezes maiores que a maior ilha que já passou pelo processo de erradicação, o que significa que, se o crescimento se mantiver estável, o objetivo de 2050 é viável.

Os benefícios, além daqueles intangíveis que vêm com a preservação da flora e da fauna únicas de um local (que incluem o pássaro símbolo da Nova Zelândia, o “kiwi”) podem vir do ecoturismo – e na redução de tuberculose bovina, que gambás espalham pelo país. Mas, na mente da maioria dos neozelandeses, são os inatingíveis que contam.

Fontes:
The Economist-New Zealand’s war on predators

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *