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Novo medicamento pode revolucionar tratamento da tuberculose

Pesquisadores testaram medicamento menos tóxico e reduziram tempo de administração

Novo medicamento pode revolucionar tratamento da tuberculose
A tuberculose afeta em sua forma latente um quarto da população mundial (Fonte: Reprodução/Getty lmages)

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo bacilo de Koch, que afeta em sua forma latente um quarto da população mundial. Segundo pesquisadores, um novo medicamento, administrado por um período mais curto e com menos efeitos colaterais, pode reduzir o número de casos da doença.

Em dois estudos pioneiros feitos com adultos e crianças, pesquisadores do McGill University Health Center, no Canadá, testaram um medicamento menos tóxico do que a isoniazida, um remédio usado no tratamento da tuberculose latente, e reduziram o tempo de administração do medicamento de nove meses para quatro.

Na América do Norte, os pacientes com tuberculose latente tomam doses diárias de isoniazida durante nove meses. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda seis meses de tratamento, em grande parte por razões de custo. “O tratamento prolongado tem efeitos colaterais nocivos ao organismo, sobretudo ao fígado”, disse Richard Menzies, coordenador dos estudos.

A tuberculose latente pode evoluir para um estágio de tuberculose ativa, com um alto grau de contágio. Em 2016, a OMS registrou cerca de 10,4 milhões de novos casos de tuberculose ativa. Ainda segundo dados da OMS, 1,7 milhão de pessoas morreram em consequência da doença.

Ao longo dos estudos dos pesquisadores do McGill University Health  Center, adultos e crianças com tuberculose latente tomaram o antibiótico rifampicina. O resultado do experimento, publicado na revista científica New England Journal of Medicine, mostrou que quatro meses do uso de rifampicina foram tão eficazes como os nove meses do tratamento com isoniazida.

“Os dados coletados em Quebec sobre pacientes tratados com isoniazida indicaram que o efeito tóxico do medicamento provocava em média um transplante de fígado por ano”, disse Menzies.

Menzies, um dos autores das diretrizes norte-americanas e canadenses sobre o tratamento da tuberculose, acredita que as conclusões de sua pesquisa irão mudar os meios empregados na cura de pacientes infectados pelo bacilo de Koch.

Fontes:
The Guardian - New tuberculosis treatment could help tackle global epidemic

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1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Não é obrigatório ser atendido pelo SUS para ter direito a remédios gratuitos. Veja como ter um dia a mais ou um dia a menos em sua existência. Vamos todos apoiar os que dependem do sistema de repasse de custeio do ministério da saúde e dos planos assistenciais por dentro de sistema de municipalidade, ou o valor de uma vida é igual a ter um acordo com o sistema privado, mas se você não tem como pagar o tratamento? Se estão para privatizar tudo em saúde pública, fatalmente estarão compactuando por ver mais pobres mortos do que se tratando de doenças crônicas, não parece uma falácia, parece parte de um sistema falido.
    – Vamos ver o que não possui nas farmácias populares, ou o que o governo diz que possui e depois não haverá verbas para complementar no tratamento dos doentes crônicos. Tuberculoso, tem menos de 2,3% de chances de sobrevivência com o tratamento originário do sistema de saúde atual, mais uma permissão para criar polêmicas e eleger o Bolsonaro, para mim tanto faz, desde que não repassem valores para os pobres. Bem complexa essa atualização de sistema, uma vai de acordo com a fonte de custeio original, outro vai contra a disponibilidade de ter uma saúde pública integral ou inteiramente privada, deverá existir um meio termo que regule essas sistemáticas, bem provável que o governo repasse os valores para as clínicas populares, porém mais de 60% dos repasses ainda ficam completando valores de custeio do próprio INSS, é me parece que o princípio da mudança realmente é da reforma previdenciária, prioritária é previdenciária.

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