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TECNOLOGIA

Novo simulador mede o nível de precisão de motoristas

Um simulador pode ser útil para avaliar se as pessoas idosas têm ainda condições de dirigir com segurança

Novo simulador mede o nível de precisão de motoristas
O DriverLab simula riscos inesperados, como uma bicicleta que surge de repente ou uma criança que atravessa correndo a rua (Foto: Flickr)

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A mobilidade é muito importante. Para muitos idosos a perda da permissão de dirigir é um fato tão traumático como ficar viúvo. E com a expectativa maior de vida o trauma afetará um número crescente de pessoas idosas no futuro. No entanto, a segurança de outros motoristas e dos próprios idosos, é fundamental. Por esse motivo, as pessoas com mais idade enfrentam dificuldades nos exames rigorosos de renovação da carteira de habilitação em alguns lugares, além da crítica dos mais jovens quanto aos perigos de pessoas de idade na direção de um automóvel.

Mas, em geral, as avaliações físicas e psicológicas para renovação da carteira de habilitação não são criteriosas. Além disso, é uma decisão binária simplista: a pessoa tem condições de dirigir ou não. As reações ficam mais lentas com a idade, porém isso é um processo gradual. A acuidade visual também diminui aos poucos. Algumas pessoas dirigem com segurança durante o dia, mas não à noite. Outras não podem dirigir por muito tempo em estradas por causa da perda de concentração, porém não têm problemas de conduzir na cidade e em distâncias curtas. Algumas ainda só dirigem bem em baixa velocidade e, portanto, sua carteira de habilitação só seria renovada se o carro tivesse um sistema de controle de velocidade.

Infelizmente, nem as autoridades ou os motoristas têm métodos confiáveis de perceber nuances tão sutis de aptidão física. Um pequeno acidente ou um problema médico pode encerrar prematuramente a carreira de motorista de uma pessoa. Por outro lado, alguém que deveria ter parado de dirigir há muito tempo pode provocar um acidente grave.

Uma solução plausível seria a emissão de carteiras de habilitação diferenciadas como, por exemplo, proibição de dirigir em distâncias longas, mas autorização para dirigir em um determinado limite urbano. Entretanto, essas permissões especiais exigiriam equipamentos sofisticados para avaliar as condições físicas e psicológicas dos motoristas. E esse é o objetivo do DriverLab, um simulador que está sendo fabricado pelo Toronto Rehabilitation Institute, no Canadá. O equipamento é expressamente destinado a testar a aptidão dos motoristas.

Os pesquisadores que projetaram o DriverLab, liderados por Geoffrey Fernie, retiraram o motor de um automóvel  Audi A3, colocaram o carro em uma plataforma giratória com uma rotação de 360° e o cercaram com uma tela de projeção cinza sem emendas. Os espelhos retrovisores do carro têm uma aparência comum, mas, na verdade, são telas de computadores. Assim, os pesquisadores podem mostrar ao motorista só o que querem que ele veja.

O simulador avalia a distância que o motorista mantém do carro à sua frente, sua estabilidade na estrada ou na rua, a precisão com que dirige e se usa os freios com suavidade. O DriverLab também simula riscos inesperados, como uma bicicleta que surge de repente à frente do carro ou uma criança que atravessa correndo a rua, com a finalidade de avaliar a reação do motorista.

A viabilização desse protótipo pode demorar anos. Mas se funcionar na avaliação das condições físicas e psicológicas de pessoas idosas, poderá ajudar professores de autoescola a ensinar os alunos a dirigir.

Fontes:
The Economist-Hell's grannies

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