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Tecnologia

Novos estudos examinam o medo de que o avanço tecnológico gere desemprego

Historiadores debatem as possibilidades e os riscos de a força de trabalho humana se tornar obsoleta

Novos estudos examinam o medo de que o avanço tecnológico gere desemprego
O medo de que máquinas tornarão a força de trabalho humana obsoleta vem de longa data (Foto: Wikipedia)

Três novos estudos discutindo o antigo medo de que as máquinas substituirão os humanos no mercado de trabalho foram publicados recentemente na revista científica Journal of Economic Perspectives.

Em um deles, o economista americano David Autor destaca o fato de que aqueles que temem se tornar obsoletos à medida que a tecnologia avança se concentram tipicamente no efeito de substituição – onde trabalhos feitos por seres humanos passarão a ser feitos por máquinas – e falham em observar que muitos novos empregos são criados justamente por causa deste avanço. As vagas que a tecnologia cria, David argumenta, mais do que compensam pelas que foram perdidas por causa da substituição, só que é mais fácil identificar as ocupações perdidas do que prever as que serão criadas em seu lugar.

O segundo estudo, escrito pelo especialista em robótica Gill Pratt, sugere que avanços em inteligência artificial podem ser revolucionários e não evolucionários. Ele chama atenção para duas técnicas que poderiam ser a causa de tal revolução: uma é a chamada “cloud robotics” (robótica em nuvem), em que um robô aprende com o outro, levando a um rápido crescimento de competências. A segunda é “aprendizado profundo”, em que os robôs processam grandes quantidades de informação para expandir suas capacidades, fazendo associações que podem ser generalizadas. Se estas projeções se tornarem realidade, a rapidez com que as máquinas podem aprender uma função pode pôr em risco diversos trabalhos, muito além das funções manuais em fábricas. Um bom exemplo são os carros que não necessitam de um condutor, o que pode colocar em risco os empregos dos taxistas e motoristas.

Mas David Autor argumenta que muitas tarefas requerem uma mistura de habilidade, flexibilidade e julgamento, e esta combinação ainda não foi ensinada com sucesso às máquinas.

A dificuldade de prever o aparecimento de novos empregos é o tema do terceiro estudo, escrito por um trio de historiadores econômicos. Eles citam como exemplo um artigo de economista britânico John Maynard Keynes, publicado em 1930, que previa que os netos de sua geração praticamente não teriam que trabalhar, devido ao avanço tecnológico.

 

Fontes:
The Economist - Automation angst

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