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TERREMOTO E MAREMOTO

Número de mortos na Indonésia chega a quase 2 mil

Número de mortos ainda pode subir exponencialmente. Relatos afirmam que ainda há cerca de 5 mil pessoas desaparecidas

Número de mortos na Indonésia chega a quase 2 mil
Buscas devem seguir até a próxima quinta-feira, 11 (Foto: DEC/Twitter)

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O número de mortos pelo terremoto seguido de maremoto na Indonésia chegou a 1.948 nesta segunda-feira, 8. O número foi confirmado pelas autoridades que trabalham nas buscas por desaparecidos durante uma coletiva de imprensa.

Apesar disso, a quantidade de mortos ainda pode subir exponencialmente. Líderes comunitários afirmam que ainda há cerca de 5 mil pessoas soterradas. No entanto, as autoridades ainda avaliam a veracidade do número, que ainda é difícil de confirmar.

O que se sabe até o momento é que as buscas pelos desaparecidos devem se estender até a próxima quinta-feira, 11. Ainda há chances do período ser aumentado caso haja necessidade. Depois do terremoto seguido de maremoto, que atingiu o país no último dia 28 de setembro, 2.549 pessoas foram hospitalizadas, dezenas de milhares de casas foram destruídas e 74.444 indonésios permanecem abrigados em centros temporários.

A Indonésia está recebendo um grande apoio internacional para lidar com a tragédia. De acordo com o tenente-general Yoedhi Swastono, chefe da divisão da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNBP) responsável pela coordenação da ajuda internacional, 13 países estão fazendo doações aos indonésios.

Aos poucos, a vida na Indonésia vai voltando ao normal – com exceção da cidade de Palu, a mais atingida pelos desastres. O Ministério da Educação do país já solicitou que as aulas sejam retomadas. No entanto, as áreas mais atingidas enfrentam problemas que vão além dos estruturais, visto que “muitos professores foram afetados”, segundo apontou Willem Rampagilei, chefe da BNBP.

De acordo com Rampagilei, a busca por sobreviventes e desaparecidos nos bairros de Balaroa e Petobo, dois dos mais afetados na cidade de Palu, é dificultada ainda pelo estado do solo. Como boa parte do terreno se liquefez – ficando em um estado mais mole -, fica complicado usar equipamentos pesados para a busca.

Pelo estado do solo, Rampagilei também revelou que as aldeias que sobreviveram aos incidentes devem ser realocadas, já que a liquefação do terreno impossibilita a reconstrução das estruturas.

Devido ao grande número de vítimas fatais e o estado dos corpos, que já estão em decomposição avançada, boa parte dos mortos foram enterrados em valas comuns, sem identificação. Ao todo, 885 pessoas passaram por esse tipo de sepultamento, enquanto o restante dos corpos foi entregue aos familiares.

 

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Fontes:
The New York Times-Confirmed Deaths Near 2,000, Still More Likely in Indonesia
The Guardian- Indonesia earthquake death toll could reach 5,000 as officials count missing
Agência Brasil-Total de mortos em terremoto e tsunami na Indonésia sobe para 1.948

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