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Eleições municipais

NYT: no Brasil, excentricidade nas urnas é a norma

Matéria do 'New York Times' fala sobre as personalidades que se candidatam a cargos públicos sob pseudônimos no país

NYT: no Brasil, excentricidade nas urnas é a norma
Wolverine de Piracicaba durante ato de campanha (Reprodução/NYT)

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A excentricidade das campanhas eleitorais brasileiras foi tema de uma matéria do New York Times publicada no domingo, 16. Intitulada “Onde Daniel o corno e o palhaço Zig Zag concorrem às eleições”, a matéria mostra os candidatos com personalidades, digamos, irreverentes, que concorrem aos cargos de prefeito e vereador no país.

Segundo a reportagem, desde o fim da ditadura militar o Brasil é dono de uma das mais vibrantes democracias do mundo, fato que reflete na total falta de restrição aos nomes dos candidatos às eleições. Candidatos com nomes de super heróis (cinco Batmans estão concorrendo este ano), personagens de seriados norte-americanos como MacGyver, ícones da cultura popular como Ladi Gaga (isso mesmo, com “i” ) e um sem fim de apelidos irreverentes tomam conta das cédulas eleitorais.

Geraldo Custódio,  professor de educação no trânsito, concorre ao cargo de vereador com o apelido Wolverine de Piracicaba e diz que tudo é parte de uma estratégia. “ É uma estratégia de marketing, um programa político. Se eu usar Geraldo Custódio ninguém irá me reconhecer”, diz Custódio, ou melhor, Wolverine.

A matéria afirma que o Brasil é um país que tem orgulho da sua informalidade em relação aos nomes dos candidatos e cita o exemplo de um dos mais populares ex-presidentes, mais conhecido pelo seu apelido de infância: Lula. A matéria também lembra que os brasileiros constantemente se referem à presidente Dilma Roussef apenas como Dilma, e que Fernando Henrique Cardoso é chamado pelas iniciais FHC.

O New York Times descobriu que 16 Obamas também estão concorrendo às eleições brasileiras este ano. “Eu considero o Obama mais do que um político. Ele é um ícone”, diz Gerson Januário de Almeida, assistente administrativo que concorre sob o apelido “Obama de BH”. Januário diz que adotou o apelido Obama após turistas norte-americanos dizerem que ele tinha uma incrível semelhança com o presidente norte-americano.

A matéria termina mostrando que nem todos os candidatos precisam recorrer a nomes chamativos para participar das eleições. Alguns já nascem com nomes tão peculiares que dispensam essa criatividade estratégica. Exemplos disso são os candidatos Jimmi Carter Santarém Barroso, candidato do Amazonas, e John Kennedy Abreu Sousa, do Maranhão.

Veja abaixo uma coletânea de vídeos de campanha à moda brasileira:

Fontes:
The New York Times-Where Daniel the Cuckold and Zig Zag Clown Vie for Office

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2 Opiniões

  1. wanderley f. silva disse:

    O JORNALISTA USOU EUFEMISMO AO CHAMAR DE VIBRANTE DEMOCRACIA A SANHA DESTA CANALHA QUE VEM ENXOVALHANDO UMA CONQUISTA FEITA SOBRE TANTO SANGUE E LÁGRIMAS.
    NOSSA IMENSA SORTE FOI QUE OS QUATRO MUSSULINIS DE LIQUIDAÇÃO ACABARAM COMETENDO O ERRO DE MATAR UM JORNALISTA JUDEU E PERDERAM O AVAL AMERICANO PARA CONSUMAR O IDEAL NAZISTA TUPINIQUIM.
    ESTA CORJA DE ARRIVISTAS QUE SE ATREVE, PORQUE OS VARÕES LÚCIDOS E RESPEITÁVEIS SE AFASTARAM DA ATIVIDADE POLÍTICA.
    ACABAM POR TRANSFORMAR NA POCILGA QUE A TELEVISÃO ESTÁ REVELANDO DIARIAMENTE UMA ATIVIDADE NOBRE QUE É A DE CONDUZIR O DESTINO DA NAÇÃO.
    SERÍAMOS FELIZES SE EXOTISMO SE BASTASSE NOS NOMES,MAS SÃO FEIOS POR DENTRO TAMBÉM.
    A NOSSA CONSTITUIÇÃO ESTABELECE QUE TODO BRASILEIRO PODE VOTAR E SER VOTADO.
    SERIA DIZER QUE TODO BRASILEIRO PODE ESTAR NUM CENTRO CIRÚRGICO OU NO MANCHE DE UM GRANDE AVIÃO DE PASSAGEIROS.
    DEVERIA HAVER UM ADENDO… DESDE QUE HABILITADO PARA TANTO.

  2. olbe disse:

    Assim como é proibido colocar nomes estranhos para registrar o nascimento dos filhos de brasileiros, devia ser proibido
    registrar nomes ridículos nos candidatos. Isto torna o brasil motivo de galhofa no mundo inteiro e isto faz com que nossa eleição Não deva se levado a sério. SUGIRO QUE NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES ISTO DEVA SER LEI!

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