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ÁSIA

O arroz e a Ásia: cultura, religião e política

A onipresença do arroz na culinária, na religião e na cultura da Ásia o transformou em um instrumento político forte

O arroz e a Ásia: cultura, religião e política
Cada país acha que o arroz cultivado em seus arrozais tem uma qualidade superior (Foto: Free Stock Photos)

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A Ásia consome 90% do arroz do mundo. O arroz é usado para fazer farinha, macarrão e pudins. Os bebês e as pessoas idosas comem mingau de arroz. Mingau de arroz bem quente é servido no café da manhã em hotéis de luxo em Hong Kong e nas cozinhas de vilarejos rústicos em Hunan. O álcool feito de arroz, como o saquê no Japão e o uísque de arroz fabricado na Tailândia, são consumidos em grande quantidade à noite nos salões de karaokê e nos bares à beira da estrada.

Mas o arroz não se limita à culinária: tem usos religiosos e culturais no continente asiático. Os budistas colocam arroz nos altares dos mosteiros e nas oferendas aos ancestrais; os agricultores rezam para os deuses patronos do arroz antes da colheita e lhes agradecem depois. Em muitas línguas asiáticas o verbo “comer” significa no sentido literal “comer arroz”. Em razão dessa onipresença e da centralidade cultural o arroz tem uma importância política muito maior do que qualquer outro alimento. Cada país acha que o arroz cultivado em seus arrozais tem uma qualidade superior. Os tailandeses adoram o perfume do arroz de jasmim local; os indianos elogiam a maciez do basmati; os japoneses vangloriam-se da textura delicada do koshihikari da província de Niigata. Para muitos asiáticos a dependência do arroz estrangeiro é uma afronta cultural.

Na maior parte do século passado a Indonésia e as Filipinas importaram arroz. Os países exportadores de arroz no continente têm uma grande vantagem competitiva por causa dos grandes deltas dos rios, que oferecem um cenário perfeito para o cultivo de arroz e uma maneira prática de transportá-lo. Os países situados em penínsulas, ilhas e arquipélagos como Indonésia, Malásia e as Filipinas não têm grandes extensões de terrenos pantanosos planos. Os agricultores produzem mais arroz por hectare, mas com uma área bem menor para cultivo.

Fontes:
The Economist-Paddy-whacked

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