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Política equivocada

O caro erro de subsidiar o setor energético

A política de subsídio energético gera um prejuízo global de trilhões de dólares por ano, além de causar sérios danos ao meio ambiente

O caro erro de subsidiar o setor energético
Maior parte dos subsídios é destinada à produção de carvão, o combustível fóssil mais poluente do mundo (Foto: Pixabay)

Poucas políticas são piores do que a do subsídio energético. Ele prejudica a economia e beneficia mais os ricos que os pobres. Além disso, um recente estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostrou que os subsídios energéticos poluem o meio ambiente.

Este ano, segundo o FMI, o prejuízo econômico global dos subsídios dados ao setor energético está previsto em US$ 5,3 trilhões (6% do PIB global). A soma é maior do que o montante global gasto com saúde. Enquanto isso, o total global dos subsídios dado ao setor de energia renovável soma meros US$ 120 milhões, a maior parte dada por países ricos.

Os países pobres são os que mais concedem este tipo de subsídio. Alguns gastam, em média, 18% de seu PIB em subsídios energéticos, a maioria para a produção de carvão, o combustível fóssil mais poluente do mundo. Este ano, o aporte do governo brasileiro ao setor elétrico seria de R$ 9 bilhões, mais foi reduzido para R$ 2,5 bilhões pela equipe econômica do governo. Os custos gerados pelo corte serão repassados ao consumidor.

O prejuízo de US$ 5,3 trilhões estimados pelo FMI é referente a problemas de saúde e mortes causadas pela poluição causada pelo uso de combustíveis fósseis. O FMI e ativistas do meio ambiente estimam que, em longo prazo, o prejuízo pode ser ainda maior.

A política de subsídios atrai um  lobby voraz e seria difícil convencer os usuários a pagar o preço total da energia usada. Porém, a queda no preço do barril do petróleo criou um cenário favorável ao corte de subsídios energéticos. Segundo o FMI, se Índia, Tailândia Egito e Indonésia, cortassem os subsídios dado ao carvão e passassem a taxar o combustível, o número de mortes por problemas respiratórios cairia em um quinto e seria gerada uma economia global de US$ 2,9 trilhões.

Fontes:
The Economist-A costly mistake

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