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Energia eficiente

O combustível invisível

A inovação mais importante no setor de energia é saber poupá-la

O combustível invisível
O 'quinto combustível', como a eficiência energética é às vezes chamada, é a fonte de energia mais barata de todas (Reprodução/Internet)

A escolha mais econômica e não poluente de energia é não desperdiçá-la. O progresso tem sido impressionante, mas o potencial ainda é grande.

Os aperfeiçoamentos na eficiência energética desde a década de 1970 em 11 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE), que têm dados estatísticos corretos (Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Japão, Países Baixos e Suécia), resultaram em uma economia equivalente a 1,4 bilhões de toneladas de petróleo em 2011, no valor de US$743 bilhões. Essa economia corresponde a mais do que o total do consumo de gás, carvão ou qualquer outro combustível naquele mesmo ano. E muito dinheiro está sendo investido em poupar ainda mais: cerca de US$310 bilhões a US$360 bilhões foram investidos em medidas de eficiência energética no mundo inteiro em 2012, mais do que os investimentos na oferta de energias renováveis ou de geração de combustíveis fósseis.

O “quinto combustível”, como a eficiência energética é às vezes chamada, é a fonte de energia mais barata de todas. Um relatório da ACEEE, uma organização sem fins lucrativos americana dedicada à promoção da eficiência energética, mencionou que o custo médio da economia de um quilowatt-hora é de 2,8 centavos de dólar; o custo no varejo usual do quilowatt-hora nos Estados Unidos é de 10 centavos de dólar. No consumo de energia elétrica, a economia de um quilowatt-hora pode custar apenas um sexto de um centavo, segundo Lovins do Rocky Mountain Institute e, por isso, o retorno pode ser medido em meses, não em anos.

Em países sem tradição de economizar energia, existem poucos profissionais com uma visão clara do potencial da eficiência energética. Mesmo um homem rico, inteligente e decidido como Michael Liebreich teve dificuldade em convencer os construtores, que trabalhavam no projeto de sua casa com um consumo baixo de energia, a seguir corretamente suas instruções. O trabalho meticuloso de colocar placas isolantes nas junções e fechar os espaços ao redor delas parece desnecessário se a pessoa desconhece o princípio da física por trás desse cuidado: os detalhes finais de vedar aberturas ou vazamentos são de extrema importância em uma construção. Os construtores são treinados a se preocuparem com a ventilação adequada, mas poucos conhecem as maravilhas do sistema de troca de calor dos canos das chaminés.

Mas para os novos prédios a eficiência energética é fundamental. O prédio de 99 andares da Pertamina Energy Tower, que está sendo construído em Jacarta, por exemplo, terá um consumo tão pequeno de energia, que as energias eólica, solar e geotérmica serão suficientes para suprir suas necessidades. Os prédios“energéticos”, construídos de acordo com os princípios do aproveitamento de energias naturais, podem importar energia do meio ambiente e dos habitantes do local e exportá-la. Assim como os carros, os novos prédios são muito mais eficientes do que as construções que substituem.

Fontes:
The Economist- The Invisible Fuel

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