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REFERENDO NO REINO UNIDO

O começo do fim da União Europeia?

Ao abandonar a União Europeia, Reino Unido diz não à livre circulação de pessoas

O começo do fim da União Europeia?
Para líderes europeus, prioridade agora é impedir um efeito dominó no resto do bloco (Foto: Youtube/Reprodução)

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A União Europeia, instituição que tem ajudado a manter a paz na Europa há meio século, sofreu um duro golpe nesta sexta-feira, 24, com a decisão do Reino Unido de abandonar o bloco.

Por enquanto ninguém sabe quando a Grã-Bretanha vai deixar a UE e em que termos. Mas duas perguntas se destacam: o que o voto significa na Grã-Bretanha e na Europa? E o que acontece agora?

Leia também: Cameron renuncia após britânicos votarem para sair da UE

Os britânicos citaram muitas razões para rejeitar a UE, do déficit democrático em Bruxelas à fraqueza das economias da zona do euro. Mas o verdadeiro pivô da quebra do contrato de adesão à UE foi uma rejeição à livre circulação de pessoas. À medida que o número de recém-chegados à Grã Bretanha aumentava, a imigração subia na lista de preocupações dos eleitores. Por este e outros motivos a decisão do premier David Cameron de convocar o referendo foi, no mínimo, irresponsável.

Uma promessa difícil de cumprir

Aqueles que votaram pela saída do Reino Unido da UE prometeram a simpatizantes tanto uma economia próspera como um maior controle da imigração. Mas eles não chegarão a esses resultados apenas pelo voto. Se quiserem ter acesso ao mercado único da EU e desfrutar da sua riqueza, eles terão de aceitar a livre circulação de pessoas também. Se a Grã-Bretanha rejeitar a livre circulação de pessoas, terá de pagar o preço da exclusão do mercado único. O país deve escolher entre reduzir a imigração ou maximizar sua riqueza .

No fim, a saída dos britânicos é um duro golpe e uma ameaça para a UE. O sumo sacerdócio em Bruxelas perdeu contato com os cidadãos europeus comuns não apenas na Grã-Bretanha. Uma pesquisa recente do Pew Research constatou que, na França, um membro fundador e forte defensor da UE, apenas 38% dos eleitores ainda têm uma visão favorável do bloco, seis pontos percentuais a menos do que na Grã-Bretanha.

Cada país guarda seu próprio ressentimento. Na Itália e na Grécia, onde as economias são fracas, os eleitores reclamam da austeridade imposta pela Alemanha. Na França, a UE é acusada de ser “ultra-liberal”. Já os britânicos a acusavam de afundar o país na burocracia. Na Europa Oriental nacionalistas culpam a UE pela imposição de valores liberais como o casamento gay.

Para os líderes europeus, a questão mais premente agora é como impedir o contágio. Isso significa fazer a saída da Grã-Bretanha parecer uma opção pouco atraente, impedindo o país de desfrutar dos benefícios da adesão. A ideia, como um ministro francês disse antes do resultado, não é punir a Grã-Bretanha, mas enviar um sinal forte para evitar um efeito dominó em outros países.

Fontes:
The Economist - A tragic split

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4 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    Muros, paredes, portas são elementos essenciais para manter a ordem em uma família, em uma comunidade, em um país. Salada de gente só produz bagunça. Felizmente, Serra já está pondo ordem na bagunça diplomática petista que encheu as ruas de imigrantes africanos em Porto Alegre.
    Tais “imigrantes” deslocaram totalmente os camelôs brasileiros das calçadas da cidade. E, para completar, vendem óculos de grau como se fossem óticas credenciadas. O que estava ruim só ficou pior.

  2. Vitafer disse:

    Essa Inglaterra…

  3. Vitafer disse:

    Fui censurado pela ON, a quem prezo muito, por meus comentários serem curtos.
    Eu fato pouco para que os leitores pensem muito

  4. Elias disse:

    Parece que uma parcela das pessoas de diversos paises está cansada de utopias…as esquerdas cegas e surdas não parecem compreender que a massa (esta mema massa que seria “esquerdista”) não concorda em passar cheques em branco para filósofos e burocratas. Deve haver algum meio de balancear a extrema direita, que se aproveita do erros da esquerda para subir ao poder. Alemanha post Tratado de Versailles?

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