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Geopolítica

O constrangimento entre Alemanha e EUA

A postura oficial da Alemanha sobre a Rússia, o Irã e acerca dos problemas no Afeganistão está incomodando os norte-americanos. Berlim estaria substituindo Paris no papel de aliado-problema de Washington?

A chanceler Angela Merkel sucedeu a Gerhard Schröder, que foi contra a Guerra do Iraque e chegou a ser visto como anti-americano. Filha de um comunista da Alemanha Oriental, ela assumiu com o espírito de uma nova Europa e abrandou as tensões. Agora, no entanto, o sentimento norte-americano é de frustração.

Merkel foi contra a abertura do processo de adesão da Ucrânia e da Geórgia à Otan e não endossou a vontade de Washington de isolar o Kremlin após o estopim do conflito no Cáucaso.

A Alemanha vem sendo cética quanto ao endurecimento das sanções ao Irã e o compromisso militar do país no Afeganistão é repleto de ressalvas que mantêm seus soldados longe das regiões onde os combates são mais perigosos.

Fontes:
Economist - Germany's foreign policy: The Berlin stonewall

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6 Opiniões

  1. Fernando Gonzales disse:

    Finalmente os países da Europa estão dando um basta na pior ditadura de todos os tempos, os carrascos EUA e suas garras midiaticas. Os Europeus não são prostitutas como certos brasileiros, principalmente a midia, dita brasileira.

  2. Henrique disse:

    Alguém tem que frear os "policiais do mundo" de vez em quando. Os EUA se acham no direito de invadir, intervir, sabotar e explorar qualquer país do mundo e se não houver um freio, principalmente por parte da Europa, retardados como o Bush e seus assessores (das indústrias de petróleo e armamento) ficam constantemente colocando o mundo em perigo.

  3. Roberto Ferreira disse:

    Angela Merkel usa aquilo que falta muito por aqui: Bom senso.

  4. israel west disse:

    Estou do lado dos alemães nesta grande cruzada contra o terrorismo americano. Deixe os países ditos de terceiro mundo prosseguir em frente. Temos que ser pro globalização e pro americanos…rs.

  5. Francisco Anéas disse:

    Quem faz as regras leva vantagem. Os EUA deixou de ser o símbolo a ser seguido pelo Mundo. A vitória de Obama trará o discurso da modernidade e os EUA voltarão ser centro intelectual. A dominação não basta ser política (força) ou econômica, ela deve ser principalmente intelectual (venda do futuro).

  6. hcgalvao disse:

    Penso que ser contra o "bicho papão" não basta. Talvez fosse mais construtivo saber o que está por traz da solicitação e porque o outro disse não. Dizer não só para se alinhar politicamente, não resolve o problema. Ou vocês acham que quando o Tio Sam sair quem ocupar o lugar dele não agirá igual ou pior? Estamos falando de política, ou seja, de dançar em campo minado.

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