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Tecnologia na África

O continente pioneiro e as inovações tecnológicas

A África que, por muito tempo aceitou soluções tecnológicas obsoletas do Ocidente, cada vez mais revela um espírito inovador

O continente pioneiro e as inovações tecnológicas
Hoje, até nos vilarejos africanos mais distantes é comum o uso de telefones celulares (Fonte: Reprodução/Alamy)

Será que os pequenos aviões-robô de carga são a solução para alguns dos problemas mais urgentes da África? Um grupo de engenheiros europeus financiado pela IBM pensa que sim. Apelidados de “mulas voadoras” e em fase de produção, cada um dos aviões-robô poderá transportar 10 kg de carga e percorrer distâncias de até 120 km para levar medicamentos a comunidades distantes e alimentos a refugiados. Os aviões-robô projetados com um custo reduzido são fortes o suficiente para serem usados em diversas áreas do continente.

Além disso, talvez sirvam de modelo experimental para empresas varejistas como a Amazon, que em razão de regulamentações rígidas não podem testar com tanta liberdade esse tipo de avião nos países desenvolvidos. De acordo com o cronograma previsto, os voos experimentais na África se realizarão ainda este ano. Como seu espaço aéreo não é congestionado, o continente africano é considerado um local de testes ideal. E as estradas precárias significam que a demanda por um sistema de transporte aéreo de cargas de baixo custo é imensa.

Experiências como essas indicam uma mudança extraordinária em curso na África. Um continente que, por muito tempo aceitou soluções tecnológicas obsoletas do Ocidente, cada vez mais revela um espírito inovador. É claro que essas inovações viabilizam-se por meio de progressos tecnológicos realizados em outros lugares. Mas, hoje, até nos vilarejos africanos mais distantes é comum o uso de telefones celulares. A Ericsson calcula que o número de celulares chegará a 930 milhões em 2019, quase um aparelho por pessoa. A disseminação dos smartphones, alguns dos quais não custam mais do que US$ 25, deve expandir o acesso à internet para 50% da população africana em um período de dez anos.

Todos esses avanços permitem que os africanos não se limitem mais a copiar as tecnologias usadas em outros lugares e adaptá-las às suas circunstâncias. Em alguns casos, as empresas estão criando inovações que também podem ser usadas em países desenvolvidos. O dinheiro móvel é o melhor exemplo. Uma tecnologia que há muito tempo tenta se consolidar no Ocidente transformou a situação econômica em lugares como o Quênia, onde milhões de pessoas que não tinham acesso a bancos inseriram-se no sistema financeiro. Por sua vez, isso estimulou mais inovações.

Fontes:
The Economist - Technology in Africa: The pioneering continent

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    O artigo não deixa claro ONDE se encontra o pioneirismo africano.

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