Início » Economia » O desafio socioeconômico do crescimento demográfico do Egito
crescimento populacional

O desafio socioeconômico do crescimento demográfico do Egito

Com a taxa de mortalidade infantil em queda e o aumento da expectativa de vida, a tendência é de um crescimento rápido da população do Egito

O desafio socioeconômico do crescimento demográfico do Egito
Segundo o último recenseamento, o Egito tem agora 88 milhões de habitantes (Foto: Wikipedia)

Com um simples olhar os motoristas presos no engarrafamento na autoestrada Salah Salam no Cairo irão descobrir a causa de sua infelicidade. Um relógio digital vermelho na parede de uma agência de estatísticas mostra o número de habitantes do Egito em tempo real: mais de 88 milhões de pessoas, segundo o último recenseamento.

O crescimento da população no Oriente Médio, embora superior ao das outras regiões do mundo, exceto na África subsaariana, diminuiu graças à queda das taxas de natalidade, os índices usados pelos demógrafos para calcular a frequência de nascimentos. Mas após 50 anos de declínio, a taxa de fecundidade no Egito, o país com a maior população do Oriente Médio, voltou ao nível de 3,5. É menor do que taxa de mais de quatro no Iraque e no Iêmen,  porém é superior à da Arábia Saudita e do Irã, que com 77 milhões de habitantes é o segundo país em densidade habitacional na região. Com a taxa de mortalidade infantil em queda e com aumento da expectativa de vida, a tendência é de um crescimento rápido da população.

Segundo um pesquisador do Cairo, isso seria “catastrófico”. Na avaliação da ONU em 2050 o Egito terá 140 milhões de habitantes concentrados em um pouco mais de 5% do território egípcio, ao longo do Nilo e da costa, porque o resto é uma região desértica. Só com menos de 55 milhões de pessoas o Egito não seria incluído na categoria de países com “escassez de água” (com menos de 1.000 metros cúbicos de água por pessoa ao ano), disse Atef al-Shitany, diretor do Departamento de Planejamento Familiar do Ministério da Saúde. Escolas e hospitais em condições precárias de funcionamento já estão sobrecarregados.

Fontes:
The Economist-The too fertile crescent

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *