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O dinheiro de papel está quase extinto

Mais de 20 países já usam essas notas feitas de plástico

O dinheiro de papel está quase extinto
Apesar de custar mais, notas de plástico duram mais tempo eu as de papel (Reprodução/EFE)

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O Banco da Inglaterra não é famoso por apresentar suas pesquisas em shoppings. Geralmente, trocam suas ideias baseadas em complexas análises de dados numéricos com interlocutores cerebrais em escritórios em Washington, DC ou Frankfurt. Mas o seu último projeto é diferente: por três anos o Banco da Inglaterra vem estudando suas cédulas. Agora o banco quer convencer o público de que elas devem ser feitas de plástico.

Do montante total do dinheiro britânico, apenas cerca de 3% tem alguma forma física (o resto é digital). Três bilhões de cédulas estão em circulação, com um valor de face de cerca de US$ 92 bilhões. Em 10 de setembro Chris Salmon, o chief cashierdo banco, afirmou que gostaria de parar de fazer certas cédulas com papel (as quais na verdade são feitas a partir de algodão e linho) e, a partir de 2016, usar polímeros para as notas de £5 e £10.

Mais de 20 países já usam essas notas. Elas custam mais, mas no final dão um resultado melhor (economizando cerca de £100 milhões, afirma o Banco). O dinheiro de papel fica sujo e danificado rapidamente. As notas de £5, usadas com muita frequência, não costumam durar mais que apenas nove meses. As notas de polímero podem durar até seis vezes mais. Elas podem até mesmo serem lavadas na máquina e também é mais difícil forjá-las. Salmon orgulhosamente mostrou uma janela transparente em um protótipo, o que faz com que tais notas sejam difíceis de serem reproduzidas. Os comerciantes podem perceber com mais facilidade a ausência da transparência em cédulas falsas.

Em 2012 o Banco tirou de circulação cerca de 720.000 notas falsas, com um valor de face de £13 milhões. A Austrália usa cédulas de polímero e tem taxas de falsificação mais baixas que as britânicas. Os bancos precisarão adaptar seus caixas eletrônicos. Mas a grande preocupação é a reação do público ao novo visual e tato das novas cédulas.

Fontes:
The Economist-Plastic pounds

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