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CRISE DOS REFUGIADOS

O discuso de Merkel sobre a falha do multiculturalismo

Segundo a chanceler alemã, o multiculturalismo implica na criação de sociedades paralelas e, portanto, resulta em uma ‘mentira de vida’

O discuso de Merkel sobre a falha do multiculturalismo
Merkel ressaltou que os refugiados devem assimilar os valores e a cultura alemãs, além de respeitar as leis do país (Foto: Wikimedia)

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A chanceler alemã, Angela Merkel, eleita a personalidade do ano da revista Time, fez um discurso que surpreendeu muitos que apoiam suas políticas. Segundo ela, o multiculturalismo implica na criação de sociedades paralelas e, portanto, resulta em uma “mentira de vida”.  Ela disse isso ao afirmar que a Alemanha pode ter alcançado seu limite em aceitar tantos refugiados. “Nós queremos e nós vamos reduzir visivelmente o número de refugiados”.

Apesar de o comentário parecer contraditório, a chanceler, na verdade, apenas está repetindo um sentimento que já tinha expressado em 2010, quando afirmou que o multiculturalismo na Alemanha é falho.

Ela ressaltou que os refugiados devem assimilar os valores e a cultura alemãs, além de respeitar as leis do país. Merkel também disse que outras nações europeias deveriam aceitar mais refugiados para aliviar o influxo na Alemanha.

Geralmente, o multiculturalismo tem um significado positivo. No entanto, para Merkel, ele significa a emergência de sociedades isoladas na Alemanha. A política de conter a entrada de imigrantes visa evitar a criação de subúrbios, como as áreas ao redor de Paris, por exemplo, onde imigrantes são mantidos à margem de todo o resto da sociedade.

Contudo, o discurso da chanceler vem num momento delicado. A Alemanha abriu suas fronteiras para a entrada de cerca de um milhão de refugiados apenas neste ano, alguns deles ainda estão sendo acomodados em alojamentos provisórios.

Fontes:
The Washington Post-Multiculturalism is a sham, says Angela Merkel

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2 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    It takes a thief (to catch another thief). Só mesmo a queridinha dos muçulmanos para falar o obvio que as esquerdas politicamente corretas teimam em não aceitar: a Europa não pode aceitar pacificamente a sua total e completa perda de valores e se transformar num inferno muçulmano. Finalmente alguém parece ter acordado de um longo e letárgico pesadelo irresponsável.

  2. Henrique de Almeida Lara disse:

    A Chanceler Merkel é profunda em seu pensamento. Para os intelectuais de plantão, o seu pensamento é intrincado. Eles não conseguem alcançar a sua profundidade! Na presente conjuntura da humanidade, a sua voz ecoa como a voz de uma verdadeira profetiza. A Nação alemã é, no momento, exemplo para as demais nações. Nenhuma nação pode desenvolver-se e progredir com justiça sem a suficiente grandeza da União Nacional! A amalgama dessa União é a cultura, a língua, os valores e os bons costumes, que implicam no respeito restrito às leis que regem a vida e a relação social. Nenhuma nação consegue existir decentemente se o seu “corpo” social se apresentar como “uma colcha de retalhos”. Se o indivíduo precisa e quer viver em um outro meio cultural, para seu próprio bem precisa se adaptar.
    Lamento que o Brasil, pós o governo do PT, passou a ser uma nação divida entre o “nós” o “eles”. Até a nossa língua passou a ser estropiada. Os valores, os bons costumes, o respeito às leis, as regras do bom viver se tornaram obsoletos e ridicularizáveis! Há que passar uma esponja em todo esse estado de coisas e começar tudo de novo!

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