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Imigração

O fantasma do nacionalismo exclusivista na Europa

Como o racismo declarado é alvo de críticas veementes, a linguagem passou a ser um substituto eufemístico para os que se preocupam com os estrangeiros

O fantasma do nacionalismo exclusivista na Europa
Rostos de pessoas negras ou mestiças de países mais pobres transformaram o cenário homogêneo dos países (Reprodução/Alamy)

Um fantasma está amedrontando a Europa — o fantasma do nacionalismo exclusivista e com uma visão limitada. O continente assistiu à sua participação nos processos de desestabilização, do marxismo ao nacionalismo militarista original, e à luta de meio século entre o capitalismo e o comunismo. Quando a Guerra Fria terminou, tudo indicava que a Europa viveria um período de tédio tranquilo e próspero.

Mas, em vez de uma calmaria tediosa, os países europeus sofreram abalos estruturais devido ao questionamento de como as nações europeias seriam no século XXI. E a principal razão desse questionamento é óbvia, basta um exame rápido nas capitais da Europa ocidental: a imigração.

Rostos de pessoas negras ou mestiças de países mais pobres transformaram o cenário homogêneo dos países, e algumas populações locais estão profundamente descontentes com essa mudança. No início de dezembro, os protestos contra a imigração em Dresden usaram slogans semelhantes aos slogans da antiga Alemanha Oriental: “Wir Sind Das Volk” (“Nós somos o povo”). Em 1989 os protestos dirigiam-se ao regime ditatorial e à divisão da Alemanha. Atualmente, têm uma conotação mais assustadora: quem não for do Volk…bem, a imaginação não precisa de muito estímulo.

Como o racismo declarado é alvo de críticas veementes, a linguagem passou a ser um substituto eufemístico para os que se preocupam com os estrangeiros. Um opositor à imigração disse ao Financial Times, que receberia bem imigrantes capacitados que quisessem assimilar a cultura do novo país: “Se eu quisesse emigrar para os Estados Unidos, teria de aprender inglês. Teria também de incorporar a cultura do país.”

Fontes:
The Economist-Mind your tongue

2 Opiniões

  1. Claudio Cesar Pontes disse:

    Pois é… Os indígenas brasileiros também tinham essa visão preconceituosa contra os pobres exploradores europeus… Que mau tem das pessoas quererem introduzir sua cultura em outras terras? Que mau tem as pessoas quererem colonizar outros países nos dias de hoje? E se essa colonização for pacifica ainda por cima? Tudo bem impor sua cultura sobre os outros, desde que vc não seja norte-americano, porque aí é imperialismo capitalista.
    Portugueses também eram minoria em comparação com as populações indígenas, mas hoje no Brasil falamos português e não tupi-guarani. No fim das contas a tolerância venceu =)
    Alguns podem argumentar que as culturas enriquecem e se complementam… Mas apesar de todo o sincretismo e assimilação, sempre haverá uma cultura dominante. Um salve ao catolicismo latino americano =)

  2. Joma Bastos disse:

    Todo o migrante deve adotar e incorporar a língua e cultura do país em que está a viver.

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