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Lazer no Reino Unido

O fim das pistas de dança

Clubes noturnos no Reino Unido tentam reverter a maré de fracasso

O fim das pistas de dança
Clubes tinham poucos concorrentes após as 23 horas (Reprodução/The Economist)

Os amantes da música bate estaca e de suor humano estão rareando. Um terço dos clubes noturnos fechou as portas nos últimos cinco anos. O valor de mercado do setor caiu de US$ 3,6 bilhões para US$ 2,8 bilhões desde 2007, de acordo com a Mintel, uma consultoria.

Os jovens têm bebido com menos frequência e frequentemente promovem “esquentas” caseiros quando o fazem, bebendo bebidas alcoólicas baratas de supermercado antes de sair. O consumidor médio hoje em dia bebe 1,8 doses em clubes noturnos. Uma mudança da lei de permissão de venda de álcool também reduziu o volume de vendas. Antes de 2005, os clubes noturnos tinham poucos concorrentes após as 23 horas. Agora muitos pubs oferecem álcool até mais tarde.

A crise econômica piorou tudo. Tomar dinheiro emprestado está mais difícil, e jovens desempregados e com recursos limitados saem menos. As universidades, que forneciam boa parte do público dos clubes noturnos, pararam de se expandir.

Hoje em dia, afirma Michael Oliver, da Minten, os melhores clubes noturnos oferecem shows de humor, música ao vivo e comida durante o dia. Mas esta não é uma opção para alguns. Sistemas de som implicam paredes grossas e poucas janelas, o que não costuma gerar salões de refeição atraentes. Peter Marks, proprietário de clubes noturnos, afirma que seus clubes não ganharam muito quando passou a oferecer apresentações de comédia e comida. A salvação pode acabar vindo de um novo gênero de música pop que encha as pistas, mas não é possível produzi-lo apenas através da vontade.

Fontes:
The Economist-Less dance

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