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Fraturamento hidráulico

O ‘fracking’ é seguro?

O fraturamento hidráulico pode ser feito de maneira segura – a proibição desta prática parece uma reação exagerada

O ‘fracking’ é seguro?
Regulação e subsídios do governo fizeram com que a prática decolasse nos EUA (Reprodução/EPA)

O fraturamento hidráulico, ou fracking, tem atraído protestos em todos os lugares, desde as Américas do Norte e do Sul até a Austrália. Vários países europeus proibiram totalmente a prática. Mas como o ‘fracking’ funciona e quão perigoso é, realmente?

Até os anos 70 o setor de energia americano parecia estar em um declínio terminal. As grandes empresas petrolíferas haviam há muito tempo se voltado para o exterior em busca de campos mais ricos. Mas uma técnica inventada nos anos 40 e adaptada décadas depois por George Mitchell, um petroleiro texano, podia franquear as reservas de petróleo e gás natural presos nas rochas de xisto à exploração. Mitchell descobriu que injetando água, areia e algumas substâncias químicas no solo, a alta pressão, ele poderia fraturar a rocha e criar caminhos para que o petróleo e o gás natural escapassem. Uma leve regulação e subsídios do governo fizeram com que a prática decolasse nos EUA. Os campos de xisto hoje produzem  um quarto do gás natural do país. No ano 2000, produziam apenas 1%. No ano passado o preço do gás natural nos EUA  havia caído para cerca de um quarto do preço na Europa e um sexto do preço na Ásia, ainda que tenha voltado a subir desde então.

Mas a prática tem seus riscos. Enquanto o gás sobe à superfície ele pode vazar para a água potável. Uma pesquisa recente publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, sobre o impacto da perfuração no campo Marcellus, que se estende do nordeste da Pensilvânia até o sudeste de Nova Iorque, descobriu que quatro-quintos dos poços nas proximidades continham metano e que a concentração de gás na água nas casas próximas era muito mais alta do que nas casas mais distantes. Poços mal vedados poderiam ser os culpados.Estudos similares em outros campos de xisto não encontraram metano em poços vizinhos.

Alguns pesquisadores receiam que as fraturas subterrâneas possam causar tremores de terra: um estudo ligou o fraturamento a pequenos tremores no norte da Inglaterra em 2011, mas quase não há evidencia desse tipo de tremor nos EUA, onde milhares de poços foram cavados.

Fontes:
The Economist-How safe is fracking?

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2 Opiniões

  1. Carlos U. Pozzobon disse:

    Já está criado o alarmismo para que os batalhões de ecofatalistas sejam colocados em ação. Daqui para a frente, o regressismo vai para as praças e ruas contra a descoberta da mais importante fonte energética dos últimos anos. Tudo com base em alguns dados coletados e outros tantos inventados. E o Brasil, que tem xisto a dar com pau, ainda não sabe o que fazer, pois não apareceu UMA ÚNICA liderança no setor capaz de dar uma resposta para a nossa inserção no novo quadro energético, que poderá deixar o pré-sal no cemitério submarino onde sempre esteve. Será que a agonia da Petrobrás, adoentada por 10 anos de incúria petista vai obrigar que o país permaneça em vigília até que sua morte seja decreta, seu enterro realizado e um novo marco regulatório energético, aos estilo das telecomunicações, venha a nos brindar com energia abundante e barata e gasolina a 1,50 reais nas bombas?
    http://comentarioscontidos.blogspot.com.br/2012/06/do-ecomisticismo-ao-ecofatalismo.html

  2. helo disse:

    Ótimo o comentário de Carlos Pozzobon.

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