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O futuro do Vale do Silício

O desempenho das empresas do Vale do Silício merece elogios. Mas seu isolamento pode ter um efeito negativo

O futuro do Vale do Silício
Wall Street, antes o melhor lugar para procurar fortunas e fazer negócios, está sendo substituído pelo Vale do Silício (Foto: Flickr)

O cérebro do mundo da tecnologia é o ecossistema da cidade americana de São Francisco e de seus arredores. Os empresários, inovadores, tecnólogos e financiadores do Vale do Silício estão revolucionando todos os aspectos da economia global. Hoje, um lugar conhecido por sua capacidade de fazer semicondutores de silício influencia a tomada de decisões das empresas, a maneira como as pessoas fazem amigos e de que forma os manifestantes agitam as ruas. As startups estão ampliando com uma rapidez cada vez maior sua área de atuação.

Airbnb, uma empresa de apenas 7 anos que ajuda as pessoas a transformarem suas casas em hotéis, atua em 34 mil cidades e metrópoles ao redor do mundo. As empresas “on-demand” como Uber estão mudando o conceito do que significa ser um empregado. Assim como as grandes plataformas, como o Google, Facebook e Apple beneficiam-se dos “efeitos da rede”, porque cada novo usuário valoriza o serviço com sua visão diferenciada dos outros usuários, o sucesso do Vale do Silício como um local de lançamento, financiamento, de oferta de emprego e de venda de uma empresa de tecnologia está se autoalimentando.

Em consequência, o capitalismo americano tem um novo centro no oeste. Wall Street era o lugar para procurar fortunas e fazer negócios; agora, cada vez mais esse centro financeiro está sendo substituído pelo Vale do Silício. Suas empresas de tecnologia estão avaliadas em mais de US$3 trilhões. No ano passado, um em cada cinco alunos que se formaram nas Escolas de Administração de Empresas dos Estados Unidos foi contratado pelas empresas de tecnologia.

A enorme criatividade do Vale do Silício só se iguala aos inventores geniais do século XIX. Seu sucesso brilhante merece elogios. Mas o acúmulo de tanta riqueza de uma maneira tão rápida é, em si, um fator de risco. A bolha financeira da década de 1990 resultou em uma crise de extrema gravidade. Desta vez, o isolamento é o maior perigo que ameaça as empresas do Vale do Silício. Os nerds da informática vivem em uma bolha que isola seu império de um mundo onde estão realizando mudanças tão radicais.

Fontes:
The Economist - Empire of the geeks

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