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Drogas ilegais

O grande experimento

A proibição das drogas é finalmente desafiada por novas ideias

O grande experimento
Legalizar o consumo faz com que o uso de drogas e o vício sejam tratados como a questão de saúde pública que de fato são (Reprodução/Internet)

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Até recentemente, parecia que nada perturbaria o consenso internacional de que a melhor maneira para lidar com as drogas narcóticas e psicotrópicas era a proibição. Ratificada em uma convenção da ONU, essa política se revelou imune a anos de fracassos. O consumo de drogas não caiu na maior parte do mundo. A proibição gera danos enormes, através da disseminação do crime organizado, das mortes desnecessárias de dependentes expostos a drogas adulteradas e do encarceramento em massa de homens jovens.

Agora o aroma da mudança está no ar. Autoridades em dois estados americanos, Colorado e Washington, estão pensando em como pôr em prática a decisão de um plebiscito de novembro do ano passado para legalizar a maconha. Uma dúzia de países da Europa e dos EUA deixou de considerar como crime a posse de algumas drogas. Alguns presidentes da América Latina querem pressionar por uma reconsideração da “guerra” contra o fornecimento e tráfico de drogas.

Há muito a Economist argumenta que a proibição é não liberal em princípio e prejudicial na prática, e que a maneira menos pior de lidar com as drogas é legalizar e regular sua produção e consumo. Mas reconhecemos que é necessário um político corajoso para enfrentar o pânico moral que circunda a questão. Portanto, essa nova linha de pensamento, embora limitada, é bem-vinda. Legalizar o consumo permite que o uso de drogas e o vício (fenômenos completamente distintos) sejam tratados como a questão de saúde pública que de fato são.

Mas a descriminalização do consumo não faz nada para tirar o mercado das drogas da mão dos traficantes. Para que isso aconteça, a produção e a distribuição também precisam ser legalizadas. É por isso que o experimento que está sendo realizado nos EUA é tão importante. Agora Colarado e Washington têm a chance de criar um mercado legal e regulado de maconha, similar àqueles de cigarro e álcool.

Fontes:
The Economist-The great experiment

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4 Opiniões

  1. helo disse:

    A legalização da produção e distribuição terminará com as gangues do tráfico. As campanhas contra o cigarro vem diminuindo o consumo. A lei Seca também? Essa discussão é muito importante.

  2. Ciro disse:

    Não estamos na década de 60, se as drogas forem liberadas acabará todo o fetiche e, com isso, o consumo será profundamente reduzido. A maioria dos usuários e usa droga para se sentirem “alternativos”, anti-sistema, revolucionários. É um pensamento bobo, sim, mas a mentalidade adolescente é que tem mandado na cultura – haja visto o petralhas e a academia, sempre contra o mundo adulto.

    Com exceção de drogas zumbificantes como crack e heroína, devem ser liberadas o quanto antes.

  3. Áureo Ramos de Souza disse:

    O alcool é muito pior que a droga da maconha e do crack e é vendido abertamente em qualquer barraca ou butiquim, assim como o cigarro vem aumentos e mais aumento de certo que muitos vem deixando como é o meu caso e quanto as drogas deixa ser liberada e muito vai mudar para melhor. Uma coisa muito ruim de se dizer SE QUERES MORRER QUE MORRA ou então F…….entenderam

  4. Ezequiel Domingues dos Santos disse:

    Isso é a engenharia da desordem, o xeque-mate da estratégia de controle social/comportamental, a transfiguração completa da sociedade com a quebra total de valores que arbitrariamente vão contra a opinião da maioria. Enquanto os idealizadores de tudo isso ficam sóbrios; os histéricos militantes achando que estão ”libertando a sociedade” são vacas e bois em direção ao abatedouro para um era de obscurantismo apocalíptico. O ser humano é a única espécie que tem prazer em coisas prejudiciais a si mesmas.

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