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Estado Islâmico

O Isis não é um grupo terrorista, mas o exército de um pseudo-Estado

Territórios dominados, independência financeira, linhas de comunicação e mais de 30 mil membros fazem do ISIS algo muito diferente de uma organização terrorista

O Isis não é um grupo terrorista, mas o exército de um pseudo-Estado
Embora use o terrorismo como tática, o Isis está muito distante de um grupo terrorista (Reprodução/Internet)

Em setembro do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um discurso detalhando seus planos para “devastar e, posteriormente, exterminar o grupo radical Estado Islâmico (Isis)”. Usando a Al Qaeda como referência, Obama declarou que “o Isis não passa de uma organização terrorista”.

Porém, o presidente americano está enganado. Um artigo publicado esta semana no site americano Foreign Affairs alerta que, embora use o terrorismo como tática, o Isis está muito distante de um organização terrorista. Grupos terroristas têm entre dezenas e centenas de membros e não dominam territórios. Eles atacam civis, mas não têm capacidade para enfrentar forças militares.

O Isis, no entanto, tem cerca de 30 mil membros que mais se assemelham a um exército convencional, comanda territórios no Iraque e na Síria, tem amplo poderio militar e linhas de comunicação, além de ser autossuficiente, com um modelo financeiro diferente de qualquer outro grupo radical. Desde 2012, os jihadistas controlam cerca de 60% da produção de petróleo da Síria, além de sete refinarias no Iraque. Estima-se que o Isis tenha uma renda diária de US$ 1 milhão a US$ 3 milhões com a venda de petróleo no mercado ilegal.

Por tudo isso, o Isis não se encaixa na definição de organização terrorista. Na verdade, o grupo é um pseudo-Estado. As táticas tradicionais usadas pelos EUA contra a Al Qaeda não surtirão efeito com o Isis. Diferentemente da organização de Osama Bin Laden, os jihadistas do Isis se infiltram em áreas urbanas, o que torna difícil bombardeá-los sem matar civis.

O Isis não é um problema exclusivamente americano. Suas ações no Iraque e na Síria envolvem outros países importantes no cenário mundial, como a Rússia, a Arábia Saudita, o Irã e a Turquia. Para enfrentar esse desafio, os Estados Unidos terão de ir além da força militar e resgatar seu papel como uma superpotência diplomática.

Fontes:
Foreign Affairs-ISIS Is Not a Terrorist Group

3 Opiniões

  1. Clarindo disse:

    na minha opinião o Erro começou quando os americanos resolveram matar Sadam, que de uma forma ou de outra mantinha uma certa estabilidade na região, onde as tribos de sunitas xiitas e os curdos nunca irão se unir. Da mesma forma mataram o kadaf. AGORA TRATEM DE CONSERTAR A REGIÃO.

  2. Sandro disse:

    Sinceramente? As armas nucleares estão engatilhadas? porque se estiverem, senta o dedo nessa p…!
    Ok, eu sei que não é bem assim, mas quer saber? Já encheu o saco esses malucos filhos da p… ignorantes esculachando gente inocente, destruindo obras históricas milenares e postando tudo na internet como se fossem importantes, nem percebendo que se o mundo vivesse como na realidade que eles “acreditam” ser a certa, nem internet existiria e estariam todos limpando o rabo com coro de cabra sentados em volta de uma fogueira.
    Mas não, ficam arrotando baboseiras sem nexo e mais ainda sem nenhuma ligação com o verdadeiro islamismo.
    Essa é a verdade, nem mesmo eles sabem pelo que estão lutando, querem só botar fogo em tudo e pronto, a inveja do filho pródigo, e quando não restar mais nada nem ninguém, vão se matar uns aos outros, pra não perder o hábito de lutar pelo nada!
    Geração maldita e perdida…, lamentável.

  3. André Luiz D. Queiroz disse:

    Será possível que os serviços de inteligência dos EUA (CIA, NSA…) e de outras potência não estavam cientes da formação do Estado islâmico em seus primórdios? Eles deveriam ter dado o ‘alerta amarelo’ ha´muito tempo, o que permitiria agira para evitar que a organização chegasse ao tamanho que alcançou. Agora, só mesmo a base de guerra franca, com ataques massivos e até mesmo lançando mão de armamento de altíssimo poder destrutivo! Falo como leigo,mas não vejo outra linha de ação militar senão eliminar por completo esse inimigo, até o último militante!

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