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O legado de Margaret Thatcher

Em 9 de junho de 1983, Margaret Thatcher é reeleita premier do Reino Unido

O legado de Margaret Thatcher
Filha de um comerciante, Margaret morreu Baronesa Thatcher de Kesteven (Foto: Wikipédia)

O legado de Margaret Thatcher não influenciou apenas a Inglaterra. As ideologias, concretizadas na política da Dama de Ferro, à frente do governo britânico de 4 de maio de 1979 a 22 de novembro de 1990, mudaram o mundo através de suas ações, por vezes, controversas.

Em 9 de junho de 1983, o Partido Conservador de Thatcher teve sua vitória eleitoral mais decisiva desde 1945, dando a ela um segundo mandato como premier do Reino Unido. Ela seria reeleita e assumiria um terceiro mandato em 1987.

Filha do dono de uma mercearia, Margaret morreu Baronesa Thatcher de Kesteven. Ela estava presente no Pacto de Varsóvia, foi à guerra contra a Argentina pelas Malvinas e encontrou, sorridente, com Nelson Mandela após sua ambivalência sobre as questões sul-africanas. Certa vez ela disse a George W Bush que ele seria considerado “vacilante” se não iniciasse uma guerra com o Iraque. Ela era a mulher mais poderosa do mundo, mas ia regularmente prestar sua homenagem à rainha.

Margaret começou a cair quando não conseguiu garantir, em 1990, a liderança do Partido Conservador. Aos 65 anos, decidiu entregar sua carta de renúncia à rainha, com a seguinte justificativa: “Concluí que a unidade do partido e as perspectivas de uma vitória nas eleições parlamentares serão melhor servidos se eu renunciar”.

Leia também: Morre a ‘Dama de Ferro’ Margaret Thatcher

Alguns americanos, especialmente de uma certa idade,  têm aversão à figura de Margaret por conta de sua afinidade política com Ronald Reagan. Outros a enxergam como um exemplo de pioneirismo para os americanos.

Thatcher e Reagan em 1982, do lado de fora do escritório da Dama de Ferro em Downing Street (Reprodução/AP)

Não há como negar que Margaret foi uma figura revolucionária em termos de empoderar mulheres. Não se sabe por qual motivo ela não é vista como uma importante figura no universo feminista. Talvez, assim como Angela Merkel (coincidentemente as duas se formaram em Química), seu lugar na constelação seja complicado por questões políticas espinhosas.

Margaret Thatcher foi líder de uma ideologia anti-sindical, pró-privatização e militar. Uma personagem singular que inspira líderes da atualidade a seguir o mesmo caminho.

 

Fontes:
The New Yorker-Remembering Margaret Thatcher

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6 Opiniões

  1. jayme endebo disse:

    A dobradinha Thatcher-Reagan liquidou com o regime criminoso comunista que havia em toda europa oriental e urss. Tirou a Inglaterra das mãos dos sindicatos e trabalhistas que estavam liquidando com a economia com medidas da época das cavernas principalmente na área energética. Hoje a Inglaterra tem a economia mais dinâmica junto com a alemã da europa e ainda teve a esperteza de não entrar na zona do Euro, o resto ficou pra trás.

  2. Rogerio Faria disse:

    Que ela repouse no inferno…

  3. Markut disse:

    Ironia das ironias. Uma insólita dobradinha essa de Reagan e Thatcher.
    Fato é que essa maravilhosa dona de casa deu uma necessária varredura no sindicalismo sem vergonha e comunistóide. Como diz Endebo, a economia britânica agradece até hoje.

  4. lene angeli disse:

    Contraditória: Contra sindicatos mas a favor de privatizações.

  5. André Luiz D. Queiroz disse:

    Gosto da frase de Tatcher: “I’m not a consensus politician. I’m a conviction politician!” (Não sou uma política de consensos. Sou uma política de convicções!).
    Não vejo como contradição ser contra sindicatos mas a favor de privatizações; o problema era o ‘corporativismo’ sindical, que emperrava a negociação das relações trabalhistas, tirando competitividade das empresas inglesas. Quanto a ser a favor das priatizações, isso era em plena concordância com o liberalismo econômico pregado por Tatcher, defensora do Estado mínimo. Aliás, são conjunturas muito semelhantes ao que acontece até hoje no Brasil, onde vemos casos e mais casos de Estatais que são cabides de emprego para apaniguados e como “caixa dois” do Governo, e centrais sindicais que só fazem é arrecadar imposto sindical e militar pelo Partido…!
    Entendo que a política de Tatcher não agradou a todo mundo — nunca se agrada — mas foi necessária e adequada a sua época e circunstâncias. Como naquele ditado sobre a diferença entre um Estadista e um demagogo: “um estadista toma decisões pensando nas próximas gerações, e um demagogo toma decisões pensando nas próximas eleições” !

  6. . disse:

    ESTA SIM, SERIA BEM VINDA PARA GOVERNAR O BRASIL. JÁ IMAGINOU. O BRASIL SEM OS SINDICATOS (SÃO TODOS COMUNISTAS, NÃO VALEM NADA), E TUDO PRIVATIZADO, ACABANDO AUTOMATICAMENTE COM O CABIDE DE EMPREGO, E IMPLANTANDO A MERITOCRACIA? AI SIM, SERÍAMOS PRIMEIRO MUNDO.

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