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Polêmica Nuclear

Mundo enfrenta crescente ameaça de conflito nuclear

A estratégia nuclear transformou-se em um objeto de disputa de governos perigosos e inimigos regionais em conflito com as cinco potências nucleares originais

Mundo enfrenta crescente ameaça de conflito nuclear
O Irã deve, por fim, ceder às pressões da comunidade internacional para limitar seu programa nuclear (Reprodução/Alamy/Shutterstock)

Nas próximas semanas, após anos esquivando-se e protelando uma decisão, o Irã deve, por fim, ceder às pressões da comunidade internacional para limitar seu programa nuclear. Em troca da suspensão das sanções o governo iraniano concordará, a princípio, em permitir visitas de inspeção e reduzir a quantidade de urânio enriquecido em suas centrífugas. Após 2025 o Irã poderá aos poucos retomar a expansão do programa nuclear. As autoridades iranianas insistem que o acesso à tecnologia nuclear tem fins pacíficos, mas o mundo está convencido que o Irã iniciou há alguns anos um programa de pesquisas para fabricar uma bomba atômica.

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Em um discurso eleitoral no Congresso dos Estados Unidos em 3 de março, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez duras críticas a esse  acordo. Segundo o premier israelense, além de ser temporário o acordo manterá grande parte do programa nuclear iraniano intacto e, por esse motivo, “sedimentará o caminho do Irã em direção à bomba atômica”. Determinado e com intenções beligerantes, o Irã ameaçaria o mundo com a possibilidade de um conflito nuclear.

As preocupações de Netanyahu em relação ao acordo são infundadas. Ao contrário, a inexistência de um acordo provocaria um impasse, fraudes e, por fim, causaria a produção da bomba que tanto teme. Porém tem razão em se preocupar com a perspectiva de uma guerra nuclear, não só por causa do Irã. Vinte e cinco anos depois do colapso da antiga União Soviética, o mundo está iniciando uma nova era nuclear. A estratégia nuclear transformou-se em um objeto de disputa de governos perigosos e inimigos regionais em conflito com as cinco potências nucleares originais (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia), cujas relações estão contaminadas pela suspeita e rivalidade.

Graças em parte aos esforços de Netanyahu, no momento o Irã atrai a atenção do mundo inteiro. Infelizmente, o resto dos programas nucleares está em crise em razão da complacência e negligência. E todas as potências nucleares estão pródigas em gastos para aprimorar seu arsenal atômico.

Fontes:
Economist-The new nuclear age

1 Opinião

  1. Beraldo Dabés Filho disse:

    O certo seria a destruição de todo o arsenal atômico no mundo, mas fica bem claro que as principais potências tratam o assunto em função dos seus interesses geopolíticos, ou seja, tal país pode, tal país não pode. Com o mesmo argumento atual de Israel contra o Irã, os EUA destruiram o Iraque e não encontraram nada. No embalo da vingança da tragédia de 11 de Setembro de 2001, transformaram o Iraque numa bagunça desgraçada. Sem falar nos governos fantoches instalados na Líbia, no Egito, na Nigéria, etc. e no caos instalado na Síria. Não é correto atender as demandas de Israel, esfacelando países árabes e provocando grande sofrimento dos seus povos. É incomum que um governante vá discursar e defender seus interesses no Congresso de uma potência mundial, como fez Netanyahu por duas vezes nos EUA, desqualificando o Presidente Barack Obama e o seu plano de um acordo com o Irã. Se bem que o Obama já é um desqualificado. Tudo isto seri bizarro se não fosse vergonhoso..

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