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Proporções reduzidas

O novo confinamento nos cubículos dos escritórios

No início, a ideia de projetar salas de trabalho de proporções reduzidas para todos os funcionários encaixava-se no novo estado de espírito igualitário da época

O novo confinamento nos cubículos dos escritórios
Em especial, causam diversos problemas de saúde, alguns menos óbvios que outros (Reprodução/Internet)

Atualmente, cerca de 40 milhões de norte-americanos trabalham em cubículos em escritórios em lugares tão distantes como Bangalore e Pequim. Em 2012 Meg Whitman, a CEO da Hewlett-Packard, instalou os executivos da empresa em escritórios minúsculos e em cubículos. Até mesmo os editores estão adotando essa tendência de espaços reduzidos. No ano passado, a Hachette instalou 520 cubículos na sede da editora em Manhattan, um dos endereços mais caros dos EUA. O executivo-chefe da empresa também se instalou em um cubículo, mas com o privilégio de uma janela.

No início, a ideia de projetar salas de trabalho de proporções reduzidas para todos os funcionários encaixava-se no novo estado de espírito igualitário da época. Alguns teóricos da administração viram o modismo dos cubículos como uma oposição à ordem estabelecida, na qual as mesas de escritórios dos funcionários tiranizados eram submetidas a inspeção como linhas de montagem de uma fábrica, por gerentes que surgiam de seus domínios privados confortáveis. Mas nem todos concordam com essa opinião. George Nelson, um famoso designer da empresa Herman Miller, escreveu a um colega em 1970 que os cubículos “desumanizavam” as pessoas e eram adequados para “zumbis corporativos, os mortos-vivos”.

E como se tornaram quase onipresentes, é evidente que em vez de proporcionar uma solução conciliatória inteligente entre a economia de espaços abertos e a privacidade de escritórios individuais, os cubículos são, em muitos aspectos, piores do que os antigos modelos de estrutura organizacional. Em especial, causam diversos problemas de saúde, alguns menos óbvios que outros. Os funcionários dos escritórios queixam-se de dores de cabeça, cansaço, tosse, sinusite e até mesmo de câncer.

Fontes:
The Economist-Inside the box

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