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Areias betuminosas

O ouro negro do Canadá

Por Giovana Chichito

14/08/2008 | Enviar | Imprimir | Comentários: 6 | A A A

Quando se fala em petróleo, quase automaticamente pensamos no Oriente Médio, região de intermináveis conflitos políticos e com imensas reservas do chamado “ouro negro”. Esquece-se, no entanto, que vastas quantidades de petróleo estão presentes nas Américas, mais perto do que imaginamos.

A província de Alberta, no Canadá, dispõe da segunda maior reserva comprovada de petróleo do mundo. Trata-se de uma área do tamanho do estado americano da Flórida, que guarda 174 bilhões de barris do combustível fóssil mais cobiçado do planeta, que, segundo acreditam alguns estudiosos, já atingiu o seu pico de produção.

“Os países consumidores de petróleo e as companhias estão passando por um período onde precisam pensar estrategicamente onde eles poderão conseguir petróleo quando esta reserva chegar ao fim”, disse Simon Dyer, analista de políticas ambientais, para o documentário Toxic Alberta, feito para a rede de conteúdo online VBS.

Diante da escalada do preço do petróleo no mercado mundial — cujo valor de US$ 150 já não soa tão absurdo quanto se poderia supor há poucos meses — terras canadenses podem se constituir como uma interessante fonte para se obter este recurso energético. Mas, diferente do que possa parecer, extrair o petróleo da região não é tão simples assim, já que o óleo se encontra em meio às chamadas oil sands, ou areias betuminosas.

http://oilsands.alberta.ca/1.cfmSegundo o professor do departamento de Geologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Cláudio Valeriano, o betume é um dos componentes do petróleo, dentre os quais existem substâncias mais leves, como a gasolina, e outras mais pesadas, como o óleo diesel. O mais pesado de todos é o betume, que tem uma consistência de piche e que já perdeu todas as suas frações voláteis. “Nas areais betuminosas, portanto, só existe esse resíduo, que é muito difícil de extrair porque ele não escorre, não flui como o petróleo”, analisou Cláudio Valeriano.

Bem aqui, em terras brasileiras, contamos também com um dos maiores volumes mundiais de xisto, uma rocha rica em betume cuja separação é similar ao que ocorre com as areias canadenses. Segundo estimativas, só na formação Irati, localizada nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás, o país tem reservas de 1,9 bilhão de barris de óleo e 68 bilhões de metros cúbicos de gás combustível.

Criada em 1954, a Superintendência Industrial de Xisto (SIX) da Petrobras atua na exploração do xisto betuminoso na região de São Mateus do Sul, Paraná. A empresa brasileira processa diariamente 7.800 toneladas de xisto betuminoso, que geram 3.870 barris de óleo.

A extração do betume em Alberta é feita a céu aberto –- cerca de 80% acontece desta forma — ou através de mineração, quando o betume é encontrado sob a superfície. O processo mais comum é a retirada das areias por enormes caminhões, que seguem em direção às plantas de beneficiamento. Lá é feita a separação do betume através do calor, quando ele se liquefaz. Quando a substância se encontra em locais mais profundos, é preciso utilizar vapor, solventes e fogo para fazer o betume fluir até o local onde ele será bombeado até a superfície.

Para se obter um barril de betume, é preciso processar duas toneladas de areia e, de acordo com dados da própria indústria envolvida, cada barril de óleo necessita de dois a cinco barris de água para amolecer o betume. De acordo com matéria publicada na revista Economist, na edição de março deste ano, o processo de transformação das areias betuminosas em combustível é responsável pela emissão de três vezes mais gases causadores do efeito estufa do que um barril de petróleo convencional é capaz de produzir.

De acordo com o governador de Alberta, Ed Stelmach, a província canadense tem se esforçado para reduzir o impacto ambiental da produção de betume. “A utilização de água [envolvida no processo] sofreu uma redução significativa. O investimento em seqüestro e acúmulo de carbono nos ajudará a atingir nosso objetivo de diminuir a intensidade de emissões até 2020”.

greenpeace.orgApesar das aparentes tentativas das autoridades locais para reduzir os impactos ambientais em Alberta, no último dia 24 de julho, 11 ativistas da ONG Greenpeace foram presos na província de Alberta. Eles haviam invadido a propriedade da Syncrude Aurora Oilsands e bloquearam um cano que, segundo eles, escoava água residual contaminada para o mesmo lago onde 500 patos haviam morrido no início de 2008. Os manifestantes levaram um cartaz que dizia World’s Dirtiest Oil: Stop the Tar Sands (“O Petróleo mais sujo do mundo: parem as extrações na areias betuminosas”).

Promessa de oportunidades

O que uma cidade com 65 mil pessoas e temperatura média de -20ºC no mês de janeiro, durante o inverno, pode oferecer? A resposta é revelada no documentário Toxic Alberta, feito para a rede de conteúdo online VBS. A série mostra o que tem ocorrido em Fort McMurray e nas regiões que cercam as areais betuminosas do Canadá.

Em meio a uma espessa camada de neve, em um estacionamento para trailers, um trabalhador, que não quis se identificar, conta: “Eu vivia em um apartamento lá na minha cidade, não estava indo a lugar algum, não conseguia dar uma guinada na minha vida. Tenho mulher e filhos, mas não conseguia mantê-los. Foi quando me falaram: ‘Ei! Sei que você detesta o que estas empresas estão fazendo por aqui, mas posso pagar o suficiente para que consiga sustentar sua família e consiga viver feliz em sua casa’. Todo homem tem seu preço, cara”.

Com um salário médio de $ 7,750 dólares canadenses por mês e uma crescente oferta de empregos em companhias como Chevron, Exxon, Suncor, Syncrude, Shell e BP -– que não querem ficar fora da corrida pelo petróleo –- trabalhadores correm para conseguir o seu lugar ao sol. Há apenas 20 anos, Fort McMurray abrigava uma pequena população de 25 mil pessoas. Hoje, segundo o governador de Alberta, já passam de 65 mil, com previsão de atingir 100 mil em um futuro próximo.

Com o inchaço da região, que não tem sequer moradia suficiente para comportar todos os novos residentes, o mercado imobiliário sofreu uma forte valorização, com o aluguel de apartamentos de apenas um quarto custando de $ 1,5 mil a $ 1,8 mil dólares canadenses por mês. “As pessoa que eu conheço, que moram em Edmonton [capital de Alberta], estão sentindo no seu próprio orçamento a valorização dos imóveis. Os aluguéis estão quintuplicando, eles falaram. O custo de vida está subindo na mesma proporção que os salários”, relatou o professor Cláudio Valeriano, que conhece bem a região.

Prostituição, drogas e criminalidade já são uma grave realidade em Fort McMurray, que até pouco tempo atrás era pacata e esparsamente habitada. “Continuamos com um plano de atuação agressivo e fortes investimentos financeiros para manter e melhorar os serviços e a infra-estrutura que os moradores de Alberta -– de diferentes gerações e outros recém-chegados –- solicitam e merecem”, afirmou Ed Stelmach. Segundo ele, que não especificou valores, centenas de milhões de dólares foram investidos, apenas nos últimos dois anos, neste sentido.

Resta saber se a ganância pelo petróleo não colocará em risco uma das regiões mais belas e democráticas do mundo, como é o caso do Canadá.

Escrito por: Giovana Chichito

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6 opiniões para o artigo: O ouro negro do Canadá

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Opinião de Andreia Siqueira
Na data: 15 de agosto de 2008 as 21:43

O mundo do capitalismo é o mundo do dinheiro, da geração de lucro, de capital fluindo e trazendo vida as movimentações do mercado. Nesta sociedade tudo, absolutamente tudo tem seu preço; e a busca por novas fontes de matéria prima marca seu valor na proliferação e agravamento das manifestações das questões sociais tais como a prostituição, criminalidades, usos de substancias ilegais e a destruição da natureza e de tudo ao seu redor.
Os empresários pregam uma ideologia totalmente absurda e dissimulada sobre os valores do que seja progresso e crescimento de uma sociedade, no entanto a realidade mostra o contrario e as contradições de seus ideários são gritantes; enquanto seus bolsos se enchem de dinheiro e suas vidas se tornam mais confortáveis e seguras, sua realidade se difere extremamente para mais de 85% da população que tem que aprender a sobreviver com o lixo que produzido pelo processo de movimentação do mercado e com as migalhas de progresso que decidem distribuir. Afinal quantos já morreram em nome da guerra gerada pela busca do domínio do petróleo e quantos mais vão sofrer, quantas vidas vão simplesmente desaparecer nessa guerra, que apesar de mascarada, continua a acontecer e fazer suas vitimas.
È urgente que tomemos uma atitude concreta como sociedade que apesar de individualista sofre as conseqüências do livre mercado de forma coletiva. O fato é que se a historia do mundo tem sido a da estagnação como regra, agora é preciso que se faça um movimento de mudança de uma sociedade que super valoriza o capital para uma que tenha como objetivo primordial a preservação da vida e do bem estar de seus cidadãos.
Se deixarmos que a alocação dos recursos naturais seja feita pelo livre mercado a tendência será a estagnação da natureza que levara a uma crise da humanidade que depende dela para existir. A solução papável é o controle social através de assembléias e reuniões que coloquem o assunto para se discutido pelos cidadãos, afinal não vivemos em uma sociedade democrática?

By Natur

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Opinião de Alexandre Passos
Na data: 15 de agosto de 2008 as 13:48

Uma terra em crescimento exacerbado é uma terra de OPORTUNIDADES, e não só na área do petróleo. As drogas e a criminalidade fazem parte das consequências naturais de uma terra em desenvolvimento (acho que os traficantes e criminosos enxergam essas oportunidades antes mesmo dos grandes investidores). Há que saber aproveitar o crescimento para gerar emprego e PIB. Locais com muita gente chegando necessitam novas drogarias, padarias, supermercados, etc.

Segundo alguns estudiosos, até 2030 o petróleo poderá corresponder a cerca de 80% da demanda energética mundial. Portanto, a procura por novas fontes é importante até mesmo para quem vive do petróleo. Porém, há que continuar trabalhando na redução dos impactos ambientais.

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Opinião de Daniel Geraldi
Na data: 15 de agosto de 2008 as 13:05

Esse caso é apenas mais um que gera um conflito na hora de opinar sobre. Por um lado o progresso de uma pequena cidade e a oportunidade de mudança de vida para as pessoas, porém esse mesmo progresso pode ser aquele que virá a destruir a qualidade de vida futura num pais que sempre se mostrou preocupado em preservar seus recursos, fora os reflexos para o resto do planeta.
Pelo menos, dá pra se notar uma leve movimentação para tentar reduzir o impacto ambiental causado pela extração do betume, mas será mesmo que esse interesse nao está mascarado por uma ganancia maior e oculta sob a face de uma empresa ecologicamente correta?
Bom, criticar nao adianta, penso apenas que é possivel encontrar meios alternativos e mais ecologicamente viaveis de extrair o betume sem causar esse impacto, afinal, se somos capazes de gerar energia com as ondas do mar, pq nao alterar o modo de extrair o betume?
Mas isso só é possivel se houver interesse da empresa em questao, mas quando se fala em gastos com pesquisa a empresa recua ainda mais quando essa pesquisa nao é para gerar mais lucro futuramente.

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Opinião de Luciano Uilis Gomes
Na data: 15 de agosto de 2008 as 8:36

Interessante e comum o que vem acontecendo no Canadá,
Pessoas competem e cooperam, todos saem ganhando,

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Opinião de Carlos Sanjinés
Na data: 15 de agosto de 2008 as 1:23

A muito tempo, como estudante de engenharia do petróleo e do gas natural, venho ouvindo sobre a riqueza do Canadá em rochas bituminosas, meu objetivo e me dedicar ao rubro da petroquímica, e tb, por que nao, chegar um dia a trabalhar no Canadá hehe

O impacto ambiental e bem forte, mas tb precisa-se fazer um balanço entre o impacto negativo, e o impacto positivo, que no caso seria o surgimento de novos empregos.

Bem, acho que e so isso

by Ch@rlie

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Opinião de Gustavo Ferreira
Na data: 14 de agosto de 2008 as 23:01

Delfinópolis uma Cidade Condenada
A estatal FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS, herdou e perpetuou, a sentença de morte conferida a Delfinópolis na década de 50 pela estatal CPFL. A hidrelétrica de Peixotos (posteriormente Mascarenhas de Moraes) foi idealizada, construída e colocada em funcionamento sem nunca ter feito uma análise das conseqüências a curto, médio e longo prazo no destino povo de Delfinópolis.
Antes do represamento nosso município crescia a passos largos: beirávamos a 12.000 pessoas, tínhamos uma ponte que nos ligava a Passos ( a ponte Surubim uma gigantesca obra de iniciativa da comunidade Delfinópolis, com aproximados 600m, há quem diga que era a maior ponte da América Latina na época de sua construção), nossos terras produziam muito, éramos a principal ligação do sul de minas e de São Paulo ao triângulo Mineiro e ao centro-oeste de nosso imenso país, pessoas constantemente se mudavam para Delfinópolis em busca de progresso, enfim vivíamos a melhor fase de nosso município.
Fecharam-se as comportas da usina, usina que o meu povo nem conhecia, árvores, animais, e as nossas terras mais férteis ficaram debaixo da água. Delfinópolis ficou isolada, sem ponte, herdamos uma barquinha conseguida através de um acordo pífio. Um acordo sem precedentes na época, afinal fomos pegos de surpresa, fomos a 1ª hidrelétrica de Rio Grande, não podemos deixar de levar em conta que a barragem fica a aproximadamente 50 quilômetros de nossa sede (estrada sem pavimentação asfaltica), ou seja, construída longe dos nossos olhos (informações somente através dos pouquíssimos meios de comunicações da época). Resumindo a CPFL nos deu uma pequenina balsa, que trabalhava com horário fixo e limitante, duas máquinas para terraplanagem e uma quantia em dinheiro (que a administração da época usou em saneamento e eletrificação da sede), muito pouco! E a ponte que foi engolida pela represa?
As conseqüências foram sentidas nos anos subseqüentes, quase um terço de nossa população migrou paras as mais diversas regiões de nosso país/continente, nossa agropecuária amargou um retrocesso incomensurável, nossa cidade referência passou a ser Cássia (cidade pouco maior que a nossa, e com ranço político por ter nos perdido no ato de nossa emancipação), as principais lideranças políticas foram para outras paragens, o comércio simplesmente estancou, deixamos de ser uma região de ligação e integração regional, nosso esgoto doméstico passou a ser um problemas, pois com a criação do lago, a curso da água ficou mais lento complicando nossa principal área de lazer daqueles tempos (até os dias atuais), os empregos, o ISMS , a vila da Usina tudo ficou para Ibirací, uma verdadeira lástima, uma vez que dos 250 Km2 nós contribuímos com 58%, mais que a soma de todos os municípios do entorno da barragem juntos.
Nos dias atuais: a balsa continua obsoleta, o esgoto cada vez pior, os empregos na usina cada vez mais distante dos filhos de Delfinópolis, para conseguir algo de FURNAS somente com muita mendicância e humilhação, nossa principal ligação continua sendo Cássia (que pouco soma para nós), as poucas áreas férteis que sobraram hoje são disputadas por outra usina, a Itaiquara de açúcar e álcool contribuindo com diminuição de empregos na zona rural, e afetando o meio ambiente, um problema mais fácil de se resolver, basta vontade de nossos políticos, limitando áreas de plantio, exigindo rotatividade de culturas na época de renovação de canaviais, reflorestando matas ciliares e fiscalizando os locais de plantio.
O Turismo é sem dúvida alguma a ultima chance de redenção desta maravilhosa terra! Há aproximadamente 10 anos o Brasil começou a descobrir esta região de montanhas e lagos, vivenciamos um boom turístico: pessoas e mais pessoas nos visitaram, lotes se valorizaram, fazendas, casas, alugueis, guias, pousadas foram construídas, atrativos turísticos, enfim todo o comércio lucrou bastante. Mas o boom passou, e estamos vivendo o declínio final de Delfinópolis: esgoto em natura inviabiliza a exploração do nosso potencial lacustre, falta atrativos alternativos (museu, bosque, casa da cultura, feira permanente de produtos da terra, pista para caminhada, dentre outros), plano diretor, uma pista de pouso pavimentada, mas sem duvida alguma o maior empecilho ao crescimento de Delfinópolis é a falta de acessibilidade, ou seja, nosso convidado não pode ficar sete, oito ou até dez horas angustiantes na fila da balsa, tanto para entrar como para sair. Quem em sã consciência é convidado a visitar a casa de alguém, fica oito horas esperando na porta, paga para ficar nesta casa e é obrigado a esperar mais sete horas para retornar ao seu lar de origem, voltaria a este lugar?
A cada dia percebemos a diminuição dos visitantes a esta terra, ser comerciante aqui é uma luta: difícil acesso, baixo giro, alta inadimplência, concorrência desleal e falta de apoio por parte do poder público. O turista consciente esta a cada dia mais raro, estamos ficando apenas com turistas de baixa renda e de pouca cultura, que buscam apenas um turismo barato (carnaval de rua, por exemplo) e curtir uma “zoeira”, o que denigre a imagem do turismo perante a população, pois ninguém quer um visitante que só deixa sujeira, destruição e semeia a desordem. Este turismo predatório tem danificado de forma irremediável nossos atrativos, os guias não são contratados, faltam normas para visitação, os donos de atrativos estão mais preocupados com o lucro fácil (ninguém refloresta, educa, freia o excesso de visitação), hoje somos reféns das cachoeiras, porque o lago da usina está poluído inviabilizando esportes aquáticos.
Chega! Ou nos tornamos uma “enstância turística”, cuidemos de nossa natureza, nos unamos em torno do resgate do débito social histórico imenso, que FURNAS Centrais Elétricas tem com o povo deste lado do Rio Grande, afinal fomos uma experiência sem precedente. Ajudamos São Paulo a crescer, o coração industrial do país, mas quem irá nos ajudar? Se Juscelino Kubistcheck estivesse vivo, tenho certeza, ele seria o primeiro a querer reparar tão valoroso sacrifício. Sacrifício que terá valido a pena, apenas se nós pudermos elevar nossa cabeça e dizer: agora estamos recuperando o tempo perdido pelo nosso insulamento! Eu acredito nesta terra!

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Atualizado 02/09/2010 16h00