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Crise dos refugiados

O papel da Europa na crise dos refugiados

A Europa deveria receber mais refugiados e imigrantes em seu benefício e no do resto do mundo

O papel da Europa na crise dos refugiados
A política do medo pode ser superada pela política da dignidade (Foto: Forças de Segurança da Macedônia)

Por um tempo longo demais a Europa fechou os olhos para a violência e a brutalidade da guerra civil na Síria e manteve-se alheia ao sofrimento de milhões de pessoas. Mas, de repente, os portões do continente europeu abriram-se diante do impacto de duas forças políticas. Uma delas foi a consciência moral despertada pela imagem de uma criança síria morta em uma praia do litoral da Turquia. A outra foi a coragem política de Angela Merkel, a chanceler alemã, que disse ao povo alemão para pôr de lado o medo dos imigrantes e demonstrar compaixão pelos necessitados.

A Alemanha está mostrando que a velha Europa também pode acolher as pessoas exaustas que querem fugir dos horrores da guerra, da miséria e respirar em liberdade. A Alemanha declarou que pode receber não milhares, mas centenas de milhares de refugiados.

Esses números são assustadores e as preocupações quanto aos perigos de culturas sendo invadidas por estrangeiros, de economias sobrecarregadas de encargos, de benefícios sociais que terão de ser restringidos e da possibilidade da entrada de terroristas no país são plausíveis.

No entanto, é um grande equívoco pensar que os refugiados serão inevitavelmente um fardo. A reação a essas preocupações tão familiares não é erguer mais barreiras, e sim administrar as pressões e os riscos, a fim de garantir que a imigração proporcione uma vida melhor tanto para os imigrantes quanto para os países que os recebem.

A responsabilidade de ajudá-los não recai apenas na Europa, mas no mundo inteiro. É preciso ter uma política coordenada que administre a crise síria ao longo de toda a cadeia de deslocamento da população. Tem de haver também um esforço concatenado para conter a guerra, com a iniciativa inicial da criação de áreas de proteção.

É claro que há limites para a quantidade de imigrantes que um país pode acolher. Porém os números que a Europa propõe receber não irão ultrapassar os limites aceitáveis, nem criar um cataclismo socioeconômico. A política do medo pode ser superada pela política da dignidade. Angela Merkel teve consciência disso e o resto do mundo deveria seguir seu exemplo.

Fontes:
The Economist-Europe should welcome more refugees and economic migrants—for the sake of the world and itself

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Essa abertura declara solenemente o fim das culturas europeias e o estabelecimento total da islamização do continente que permitiu a matança indiscriminada de milhões de Judeus e agora acolhe os seus maiores inimigos, aqueles que querem a morte dos infiéis, sejam eles judeus ou cristãos.
    Resumindo: é o fim da Europa como a conhecemos há mais de 500 anos.
    Lamentável.
    Osama Bin Laden deve estar gargalhando.

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