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FRANÇA

O plano de Hollande para revogar cidadania francesa de terroristas

A proposta de revogação da cidadania de terroristas condenados divide a opinião pública na França

O plano de Hollande para revogar cidadania francesa de terroristas
A proposta implica que uma pessoa em guerra contra a França não é mais francesa (Foto: Divulgação/Internet)

Desde os atentados terroristas em Paris no mês de novembro, o presidente da França, François Hollande, adotou medidas rigorosas de segurança nacional. Essas ações que incluem o aumento de ataques aéreos à Síria e milhares de operações policiais sem mandado judicial, têm recebido apoio dos eleitores. Mas agora o presidente Hollande quer mudar a Constituição francesa para que o governo possa revogar a dupla nacionalidade de terroristas condenados, mesmo que tenham nascido na França. Os terroristas que não têm outra nacionalidade, como a maioria dos que cometeram os atentados em Paris, não seriam afetados por essa nova lei.

Anne Hidalgo, a prefeita de Paris e membro do Partido Socialista de Hollande, disse que a proposta é “revoltante”; figuras proeminentes do partido também se opõem a essa medida. A proposta de mudança da Constituição para incluir essa cláusula será discutida no Parlamento em fevereiro. Por que a exclusão definitiva dos terroristas da comunidade nacional é um assunto tão controverso?

A revogação da cidadania de terroristas é uma medida que interessa aos governos e satisfaz os eleitores. Atenua as preocupações que jihadistas possam recrutar e radicalizar outros presos sensíveis à sua causa na prisão, ou que possam praticar mais atos terroristas na França. De acordo com uma pesquisa recente, o simbolismo implícito na proposta de François Hollande, que uma pessoa em guerra contra a França não é mais francesa, conta com o apoio de três quartos da população do país.

No entanto, muitos partidários dos movimentos de esquerda na França desaprovam essa medida. Na opinião deles essa lei estimularia a radicalização, ao mostrar aos muçulmanos com dupla cidadania que são menos franceses do que o resto da sociedade. Além disso, a criação de categorias desiguais de cidadania representaria uma traição ao princípio solene de igualdade de todos os cidadãos perante a lei sem distinção de origem, raça ou religião da Constituição da França.

Outros traçam paralelos com a revogação da nacionalidade de judeus franceses no governo de Vichy, durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo os críticos, a França deveria prender terroristas como cidadãos franceses, em vez de expulsá-los para países em guerra como a Síria, onde estariam livres para cometer atos criminosos.

Fontes:
The Economist-Hollande’s call to revoke the citizenship of convicted terrorists

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1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Este esquerdófilo já está por demais atrasado, mas IT TAKES A THIEF TO CATCH ANOTHER THIEF. Só um esquerdista para pôr ordem no galinheiro esquerdopata francês.

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