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Lições do Vietnã

O preço do boom do setor hidrelétrico

No Vietnã, rios e antigas florestas têm sido devastados e milhares de moradores das regiões rurais foram retirados dos locais de instalação das hidrelétricas

O preço do boom do setor hidrelétrico
O setor hidrelétrico teve um crescimento muito expressivo no Vietnã na última década (Reprodução/Plainpicture)

O setor hidrelétrico teve um crescimento muito expressivo no Vietnã na última década e agora fornece mais de um terço da eletricidade no país. Em 2013 a Assembleia Nacional mencionou que 268 projetos de hidrelétricas estão em funcionamento no país e a previsão é mais 205 projetos em 2017. As hidrelétricas atendem à demanda de energia do país, que, segundo as autoridades, irá triplicar entre 2010 e 2020.

No entanto, o boom do setor hidrelétrico tem um preço. Os rios e as antigas florestas têm sido devastados, e milhares de moradores das regiões rurais, com frequência minorias étnicas, foram retirados dos locais de instalação das hidrelétricas. Muitos foram reassentados em lugares áridos. Os que permaneceram nos locais correm o risco de inundações provocadas por uma tecnologia deficiente de construção de represas e uma supervisão inadequada.

O Green Innovation and Development Centre, um grupo ambientalista com sede na capital, Hanói, disse que as represas são em geral construídas com material de qualidade inferior, e que os construtores ignoram os possíveis riscos dos projetos provocarem terremotos.

Fontes:
The Economist-Full to bursting

2 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Roberto1776,
    Sim, se fosse para construir Itaipu nos dias de hoje, possivelmente não seria viável devido ao monte de imbróglios com licenciamento ambiental, etc, etc… Mas há de se avaliar, sempre, o custo-benefício das ações escolhidas. A geração elétrica proporcionada por uma usina hidrelétrica do porte de Itaipu compensa, sob todos os aspectos de análise, os impactos ambientais (que incluem alterações climáticas desfavoráveis!) e sociais causados por sua construção e posterior operação?… Durante o período do regime militar havia muito consciência da questão ambiental, e por isso a regulamentação governamental sobre o tema era mais branda, ou até inexistente, o que facilitou a tomada de decisão pelas mega obras — mas, até onde o porte dessas obras foi decidido por critérios estritamente técnicos , ou atendeu a interesses políticos?…

    Certamente, sem Itaipu o Brasil de hoje simplesmente não funcionava — estaríamos visceralmente dependentes de geração termoelétrica, ou comprando energia do exterior, se disponível… Certamente, o país hoje também carece de mais geração elétrica, e o atraso de Belo Monte tem consequências nefastas. Mas há sempre que se pensar muito bem sobre todos os prós e contras desta ou daquela linha de ação que se escolher.
    Abraços!

  2. Roberto1776 disse:

    A propósito de hidroelétricas, fico imaginando como estaríamos se o regime militar não tivesse construído Itaipu.
    Hoje a construção desse complexo não seria permitida.
    Greenpeace e seus filhotes nacionais jamais deixariam isso acontecer como estão fazendo com BELO MONTE, sem falar nos IBAMAS FEPAMs e assemelhados devidamente assessorados pelos MSTS, sindicatos de índios desocupados e advogados de interésses estrangeiros, como diria o brizola.
    E se a construção acontecesse, teríamos apenas uma ou duas turbinas, sem mencionar que certamente teríamos um escândalo tipo MENSALÃO, PETROLÃO. SerÍa o ITAIPUZÃO líderado pelo J.Dirceu que nem cumpriu a sua sentença e já está arregaçando as manguinhas.
    Sem os vinte anos do regime militar quem estaria bem atualmente seriam as fábricas de velas.
    O problema seria encontrar parafina suficiente para tantas velas.

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