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O príncipe Charles é intrometido, mas não é tão excêntrico como se supõe

Cartas entre o príncipe Charles e diversos ministros foram divulgadas e, inesperadamente, ele teve uma atuação melhor do que o governo

O príncipe Charles é intrometido, mas não é tão excêntrico como se supõe
O príncipe Charles se mostra educado, bem-informado e com ideias corretas quanto a alguns assuntos importantes (Reprodução/Wikipedia)

O governo britânico gastou muito tempo e dinheiro tentando evitar a publicação de uma série de cartas entre o príncipe Charles e diversos ministros do Partido Trabalhista de 2004 a 2005. Mas em março a Suprema Corte confirmou a decisão que o veto do governo era ilegal e em 13 de maio as cartas foram publicadas. Inesperadamente, o príncipe teve uma atuação melhor do que o governo.

Em suas cartas, apelidadas de memorandos “aranha negra”, uma referência à sua má caligrafia, o príncipe mostrou ser cortês, prolixo e um entusiasta de ervas medicinais e do ponto de exclamação. Em sua carta a Elliot Morley, ministro do Meio Ambiente na época, o príncipe disse que tinha esperança que “a pesca ilegal da merluza-negra da Patagônia fosse uma das principais prioridades do ministério, porque até que o comércio termine, os pobres albatrozes que defendo continuarão ameaçados…” Ao escrever ao então primeiro-ministro Tony Blair, expressou remorso pelo tamanho de suas cartas. Pediu desculpas a Charles Clarke, um ex-secretário da Educação, por suas “opiniões antiquadas (!)” em relação às escolas.

Porém ele também se mostra educado, bem-informado e com ideias corretas quanto a alguns assuntos importantes. Em um bilhete para Tony Blair preocupa-se, com razão, com “o trabalho extremamente desafiador (sobretudo no Iraque) sem os recursos necessários” que as forças armadas estavam enfrentando. Observou a inépcia da Rural Payments Agency, onde, mais tarde foi descoberto que os funcionários saíam nus de armários e tinham relações sexuais nos banheiros. Seu apoio à preservação do Smithfield Market, o mercado de carne de Londres, é uma iniciativa inteligente. Infelizmente para o príncipe, os ingleses não querem ouvir conselhos políticos sensatos dos membros da realeza.

Fontes:
The Economist-Letting daylight in upon magic

2 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Roberto 1776: a rainha Elizabeth, que vc desrespeitosamente chama de Betty, não abdica porque a população perdeu o respeito por Charles após a barbaridade que ele falou para a égua com quem está casado, dizendo que queria ser o absorvente dela.

  2. Roberto1776 disse:

    Bem que a mãe dele poderia abdicar. Tem herdeiros e só permanece porque fez uma promessa, sabe-se lá quando, de nunca abdicar.
    Betty bem que poderia mostrar um pouco de desprendimento, mas parece que ela se diverte em desacreditar o filho. Difícil de entender a realeza.

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