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O problema do desemprego na Europa

Por que a taxa de desemprego de longo prazo na zona do euro é tão alta

O problema do desemprego na Europa
Com o crescimento da força de trabalho as taxas de desemprego aumentaram (Foto: Flickr)

Os últimos indicadores da taxa de desemprego na zona do euro divulgados em 31 de julho são um pouco mais otimistas. Eles mostram que a taxa de desemprego global diminuiu de 12,1% em abril de 2013 para 11,1%. Apesar das boas notícias, o problema do desemprego de longo prazo (ou seja, não ter emprego há mais de 12 meses) é uma realidade entre os 19 países da zona do euro. Dos 19 milhões de europeus desempregados, mais da metade não trabalhou no ano passado. E mais de 15% de desempregados não têm emprego há mais de quatro anos. Como previsível, o problema é mais grave no sul da Europa onde uma crise prolongada aumentou não só a taxa de desemprego, como também os longos períodos em que as pessoas não conseguem trabalho.

Mas, por sua vez, o número de pessoas desempregadas durante longos períodos nos Estados Unidos diminuiu quando a economia se recuperou; agora, a taxa de desemprego de longo prazo está um pouco acima de 20% do total. Então, por que é tão difícil para os europeus retornarem ao mercado de trabalho?

Uma das razões é a mobilidade da força de trabalho. Quase 30% dos americanos moram em estados diferentes de onde nasceram. Porém só 2,8% dos europeus mudaram para um país diferente dentro da União Europeia (UE). As barreiras linguísticas, as diferenças culturais e qualificações não transferíveis dificultam ainda mais a migração para outros países.

Os benefícios generosos oferecidos às pessoas desempregadas na Europa também dificultam a mobilidade geográfica, além de não exercerem pressão para que as pessoas procurem trabalho com mais urgência. Na maioria dos estados dos EUA os trabalhadores desempregados só recebem seguro-desemprego durante 26 semanas (embora tenha havido um aumento de 2008 a 2013). Em muitos países da zona do euro os desempregados recebem seguro-desemprego por mais de um ano.

A rotatividade de pessoal maior nos EUA do que na Europa é outro fator responsável pela divergência entre as taxas de desemprego de longo prazo. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, um órgão da ONU, entre 2008 e 2012 a probabilidade de mudar de emprego no mês seguinte era de cerca de 7% para os europeus e 12% para os americanos. Além disso, as chances de perder o emprego no próximo mês eram de 0,8% e 1%, respectivamente. A rotatividade mais rápida significa que o trabalho disponível dissemina-se entre a população e, em consequência, estimula a qualificação profissional e cria um clima de otimismo.

No entanto, nem tudo são más notícias para a zona do euro. Uma das causas de divergência das taxas de desemprego, na verdade, é um sintoma de um mercado de trabalho mais saudável na Europa. Em parte, o desemprego está diminuindo nos EUA pelo fato de que muito trabalhadores desestimulados desistiram de competir no mercado de trabalho. Na Europa a situação é inversa. Com o crescimento da força de trabalho as taxas de desemprego aumentaram.

Fontes:
The Economist - Why long-term unemployment in the euro area is so high

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