Início » Internacional » O que acontece se Emmanuel Macron triunfar
FRANÇA

O que acontece se Emmanuel Macron triunfar

Revista 'Economist' traça um cenário do que pode acontecer se as reformas do presidente francês Emmanuel Macron forem bem sucedidas

O que acontece se Emmanuel Macron triunfar
Macron pode ser o presidente responsável pelo 'renascimento francês' (Foto: kremlin.ru)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O presidente francês Emmanuel Macron chegou ao poder este ano cercado de desafios. Das polêmicas reformas traçadas por ele para recuperar a economia francesa, às disputas com partidos de oposição, passando pela União Europeia pós-Brexit, os desafios de Macron exigirão um empenho inestimável.

Diante disso, a revista Economist decidiu traçar um cenário imaginando o que pode vir a acontecer caso Macron seja bem sucedido. Confira abaixo:

Tradicionalmente, os presidentes franceses dirigem-se à nação no Dia da Bastilha em frente aos gramados do Palácio do Eliseu. Mas o discurso em 20 de julho de 2026 foi o marco de uma revolução diferente. O presidente discursou na nova sede do governo, um prédio moderno de vidro e aço, recém-inaugurado no bairro de Seine-Saint-Denis, em Paris.  O momento era rico em simbolismo. Há 9 anos, após sua primeira eleição para a presidência da República, Emmanuel Macron iniciara seu projeto de restaurar a grandeza da França e prepará-la para o futuro.

Durante os primeiros anos de governo, Macron cometeu erros em razão de sua inexperiência política. O novo presidente subestimou o idealismo dos deputados de seu partido Em Marcha! eleitos em 2017 para a Assembleia Nacional, superestimou sua capacidade de sobrepujar o poder de Vladimir Putin e se envolveu em um conflito desastroso contra jihadistas islâmicos no Níger.

Macron também subestimou a ambição política de Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional (FN), derrotada nas eleições presidenciais em 2017. A Europa havia comemorado a vitória de Macron como um momento decisivo na luta contra o populismo nacionalista do FN. Mas a jovem Marion sentiu a fraqueza da tia e a expulsou do partido com um golpe dinástico. Retomou as raízes católicas tradicionais do FN e construiu um partido forte de oposição, com o apoio de membros do partido Os Republicanos.

No entanto, na frente política, Macron exerceu sua liderança com competência e sem limitações partidárias. Após o famoso “outono dodescontentamento” em  2017, com greves e manifestações contra o projeto de reforma trabalhista, o presidente manteve-se firme em sua posição.

Em seguida, Macron empreendeu uma série de reformas para incentivar a criação de empregos e capacitar os jovens para o mercado de trabalho. Graças a um regime fiscal mais estável, que transmitiu confiança ao setor empresarial, as empresas começaram a investir e contratar pessoal. As reformas também  reorganizaram as finanças públicas do país. De Berlim, em seu quarto mandato como chanceler, Angela Merkel o observava em silêncio.

O sucesso dessas reformas iniciais foi crucial para a reeleição de Macron em 2022, quando venceu a candidata do FN, Marion Maréchal-Le Pen, apesar de seu ótimo desempenho e controle emocional em um debate televisionado, que contrastou com o comportamento da tia há 5 anos.

Porém, a nova dinâmica na Europa não se limitou à esfera econômica. A saída do Reino Unido da União Europeia aproximou a França da Alemanha. Houve propostas de ambos os lados de mudanças institucionais, como a criação de um Ministério da Economia da zona do euro e um orçamento comum. Os dois países também assumiram causas além das fronteiras da Europa, como o combate ao aquecimento global e às desigualdades sociais.O segundo mandato de Macron foi decisivo para a política europeia. Quando a economia da Alemanha começou a sofrer os efeitos de anos de subinvestimento do setor público, o novo vigor econômico da França desafiou o predomínio alemão.

Então, foi esse presidente, responsável pelo “renascimento francês”, vitorioso em sua missão de recuperar a grandeza da França e unir a Europa, que se dirigiu à nação na nova sede do governo.

Fontes:
The Economist-If france’s reforms succeeded the Macron

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *