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O radicalismo midiático de Donald Trump

Narcisista e fanfarrão, o pré-candidato republicano à presidência Donald Trump não gosta de ser ofuscado e sabe usar a mídia a seu favor

O radicalismo midiático de Donald Trump
Donald Trump diz coisas ultrajantes para ganhar as manchetes (Foto: Flickr)

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Donald Trump lida com a imprensa como se fosse um “violino” dizendo “coisas ultrajantes para atrair a atenção”, disse há pouco tempo Jeb Bush em tom de crítica. “Essa é sua estratégia para dominar o noticiário.” Mas Bush, o ex-governador da Flórida, um candidato favorito para a nomeação do Partido Republicano, em alguns meses assistiu ao fracasso de sua campanha na disputa republicana pelas eleições presidenciais, em 2016.

Trump, um empresário muito bem-sucedido no setor imobiliário e um vendedor nato, tem um talento especial para dominar as manchetes dos jornais. Porém na segunda-feira, 7 de dezembro, o dia começou com jornalistas conversando no twitter sobre os resultados da pesquisa realizada pela Universidade Monmouth, que indicaram que o senador Ted Cruz do Texas ultrapassara Trump, como a principal escolha para a nomeação do partido entre os republicanos de Iowa. O estado de Iowa, localizado na região Centro-Oeste dos EUA, irá sediar em 1º de fevereiro de 2016 as prévias para indicação dos candidatos à presidência da República.

Mas Trump, um homem narcisista e fanfarrão, não gosta de ser ofuscado. Logo em seguida, no final da tarde ele fez uma declaração bombástica. Em um discurso confuso, Trump defendeu “a proibição da entrada de mulçumanos nos Estados Unidos até que as autoridades do país descubram o que está acontecendo no movimento terrorista internacional”. A declaração citou duas pesquisas de opinião, uma delas realizada a pedido de um grupo antislâmico radical, para afirmar que “existe um enorme ódio contra os americanos por parte de grandes segmentos da população muçulmana”.

A última provocação de Trump foi alvo de críticas em noticiários e debates na televisão a cabo, internet e na imprensa escrita. Essa agitação na mídia levou ao desespero alguns candidatos da elite governante como Bush. No entanto, Bush não tem argumentos sólidos para alegar que a imprensa faz uma grande cobertura à campanha de Trump apenas porque ele diz coisas sensacionalistas e polêmicas. Se Trump não fosse um dos líderes nas sondagens da lista dos candidatos republicanos, ele poderia dizer o que quisesse e só ganharia uma pequena manchete na imprensa.

Fontes:
The Economist-Donald Trump’s new anti-Muslim outrage is a fresh test for his rivals

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