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Efeitos da crise

O retorno do nacionalismo econômico

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Trata-se de um fantasma que está se erguendo, diz a Economist, transformando a crise econômica em uma crise política e ameaçando jogar o mundo em uma depressão. A revista britânica diz que o novo presidente dos EUA, Barack Obama, precisa assumir a liderança de um esforço para enterrar esse fantasma novamente.

É em relação ao setor bancário que o nacionalismo econômico vem se mostrando mais evidente. Na França e na Grã-Bretanha, os políticos despejam dinheiro nos bancos. Tendo em vista que os bancos estão reduzindo os empréstimos globais, isso significa repatriar dinheiro. Em toda a parte há proteção de bens e capitais domésticos, a fim de proteger os empregos.

Três argumentos são levantados em defesa do nacionalismo econômico: o que se justifica comercialmente, o que se justifica politicamente, e o que não irá longe demais. Mas o fato é que os laços que unem as economias dos diferentes países estão sob pressão, sendo que neste ano o comércio mundial poderá encolher pela primeira vez desde 1982.

Fontes:
Economist - The return of economic nationalism

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8 Opiniões

  1. Gel Santos disse:

    Quem gera a crise são os governates, as elites. São eles e suas opulências. Quem sofre com a crise a clesse mais pobre da população.Quem são os desempregos? Os mendigos do mundo sabe o que é crise mundial?
    Eles geram a crise econômica e a morte de muitos. Pois a desigualdade continuar.

  2. WELLER MARCOS disse:

    A Economist integra o cartel da mídia européia, e tem seu império de comunicação estruturado para proteger os interesses do capitalismo britânico; aliás, um sistema marcado pela permanente agressão e poder contra outros povos e nações. Consideremos por exemplo o domínio que exerce o Império Britânico, desde longos anos, na Austráilia,na Índia,nas Malvinas,nas três Américas, Africa e Ásia. Então, qualquer manifestação de nacionalismo é logo considerada como algo absurdo por esta fístula que só se interessa pelo cosmopolitismo e a globalização. A Economia Global é uma balela para pequenos países que não vislumbram outro destino senão o da liberdade de poder construir seu futuro com os próprios recursos naturais, econômicos, socias e políticos. Sendo Assim que os fantasmas do nacionalismo libertário continuem atormentando o sono dos apologistas da globalização econômica, que nada trouxe de bom ao mundo.

  3. Manfred Konrad Richter disse:

    Quando a classe social que mais sofre com a crise é a mais populosa, não tem polícia que aguente as revoltas.

  4. Clayton disse:

    Boa, Weller Marcos. Assino embaixo ! Um abraço.

  5. Gelio Fregapani disse:

    A maioria dos líderes mundiais condena o protecionismo americano, baseado na orientação de que seu governo e seus cidadãos dêem preferência aos produtos produzidos nos EUA por firmas americanas.
    Por mais que eu saiba serem os EUA nossa principal ameaça, São medidas como estas que devemos copiar. Da modéstia de minha opinião, concito aos meus compatriotas a darem preferência, pelo menos em caso de competitividade, aos produtos nacionais produzidos por firmas nacionais.
    Para arrematar, envio um artigo escrito há algum tempo atrás.
    APRENDENDO COM UM AMERICANO

    Adam Smith, o celebrado autor de “A Riqueza das Nações”, anteviu a vitória dos insurretos na Guerra da Independência norte-americana, onde os donos de lojas, mercadores e advogados estavam se transformando rapidamente em soldados, estadistas e legisladores, e sentiu claramente que eles poderiam vencer e, se vencessem, haveriam de formar um vasto império. Smith estava certo, e entre esses homens estava um certo Alexander Hamilton, um herói entre os que fariam surgir os Estados Unidos da América e um gigante entre os que os tornariam um grande império.
    Sem dúvida Alexander Hamilton era um homem de ação. Trabalhou num armazém aos 11 anos de idade sem parar de estudar, e depois num jornal. Aos 15 panfletava para a revolução americana. Aos 18 entrou para o Exército, lutando ao lado de Washington. Distinguiu-se por bravura. Terminou a guerra como general e foi ser o Secretário do Tesouro da nova nação. Faleceu tragicamente aos 47 anos, mas provavelmente fez mais que qualquer outra pessoa para a formulação das políticas iniciais que resultaram na grandeza dos Estados Unidos, e sua influência persiste até hoje. Entre os livros e artigos que escreveu, destaca-se o “RELATÓRIO SOBRE AS MANUFATURAS”, que, distribuído a cada um dos congressistas, se transformou no livro texto da economia norte-americana.
    Ao término da luta, os Estados Unidos estavam com a economia arrasada. A Inglaterra, tendo perdido a colônia, tentava manter o domínio econômico, lá colocando seus produtos. Isto era desejado por uma elite ligada ao estrangeiro e por muitos que desejavam comprar barato, seja lá de onde for. A oposição veio do Secretário do Tesouro. Hamilton propôs em seu “Relatório sobre as Manufaturas” que se reservasse o mercado norte-americano apenas para os produtos nacionais, mesmo a preço desvantajoso. Dizia ele: Os Estados Unidos não podem competir em igualdade de condições com a Inglaterra, que já estabeleceu industrias há muito tempo. Manter uma competição em termos justos entre estabelecimentos recentes de um país e os amadurecidos de outra nação (…) é na maioria das vezes impraticável, sendo indispensável protegê-los com isenção de impostos, subsídios e restrições às importações.
    Hamilton exemplificou dizendo que, se um arado fabricado na Inglaterra fosse comprado por ser melhor e mais barato que o feito nos Estado Unidos, isto mataria a indústria nascente e a dependência seria eterna. Que os produtos poderiam ser mais baratos, mas não haveria dinheiro para comprá-los pois não haveria empregos (estes seriam criados no exterior). Se, ao contrário, a concorrência fosse limitada aos produtos americanos, estes seriam desenvolvidos e dentro de cem anos os Estados Unidos venderiam esses produtos até para a Inglaterra.
    Com a leitura desse livreto, os congressistas decidiram tomar medidas de proteção para as manufaturas locais, “para que eles tornassem os Estados Unidos independentes das nações estrangeiras quanto aos suprimentos de natureza essencial”. Certamente isto foi a causa principal do progresso norte-americano.
    Ainda outra vez a Inglaterra tentou dominar o mercado americano; ao término da Guerra da Secessão, quando a economia americana estava novamente arrasada e a indústria destruída, os ingleses ofereceram produtos baratos e crédito para os comprar. O país foi salvo então pelo presidente Grant, que havia lido o “Relatório sobre as Manufaturas” e impôs reserva de mercado.
    Antes de Hamilton, outros já haviam praticado o protecionismo; A Inglaterra, por exemplo, só cresceu e se tornou uma potência mundial quando a rainha Elisabeth I determinou que somente navios ingleses pudessem transportar mercadorias da e para Inglaterra, e como todos os povos, depois de sobrepujarem aos demais virou a campeã do livre-comércio. Contudo, quem traçou os fundamentos teóricos do desenvolvimento de uma nação moderna foi Alexander Hamilton, e houve quem aprendesse com ele.
    .

    No final do século XIX, a Alemanha havia chegado a beira da ruína em função do livre comércio. Friedrich List sugeriu ao Chanceler Bismarck uma reserva de mercado para primeiro desenvolver as potencialidades da Alemanha. Segundo List. a insistência inglesa do livre comércio seria evitar que outros seguissem o seu caminho de desenvolvimento. Bismarck, adotando as idéias de Hamilton e List, ironizava a insistência inglesa do livre comércio dizendo que ela (a Inglaterra), depois de subir por uma escada (do protecionismo), queria retirá-la para evitar que outros seguissem o mesmo caminho
    No nosso caso, historicamente só iniciamos a industrialização quando a II Guerra mundial interrompeu as importações, e retomamos o progresso com as reservas de mercado de Jucelino e dos militares. Nos últimos anos, o presidente neo-liberal destruiu tudo com a abertura da sua “globalização assimétrica” do Consenso de Washington.
    Nos tempos que se avizinham, tudo indica que as vantagens relativas no nosso País tendem a perder o valor: A mão de obra barata terá menos importância, substituída pala tecnologia altamente capitalizada. Na medida em que a informação substitui cada vez mais a matéria prima a granel, só restará ao Brasil como cartas do grande jogo, seu mercado interno e alguns recursos estratégicos como o nióbio e o manganês. Foram exatamente o mercado interno e os recursos minerais que se cedeu ao estrangeiro, sem contrapartida.
    Quanto à repetição orquestrada que a globalização é inevitável e vantajosa, nos parece como a estória da roupa nova do rei. Muitos viam, mas ninguém queria passar por ignorante dizendo que o rei estava nu.
    Talvez seja impossível convencer as elites comerciais ligadas ao estrangeiro e esclarecer as massas ignaras que queiram apenas comprar barato, mas sempre podemos preferir os produtos nacionais, pelo menos quando forem competitivos em preço e qualidade. Isto poderia iniciar pelos postos de combustível até que fossem alijados os de bandeira estrangeira. Seria um primeiro passo.
    – Que tal distribuir um “Relatório sobre as Manufaturas” para cada um dos nossos congressistas antes da decisão sobre a ALCA?

    Ge3lio Fregapani

  6. kão disse:

    Gelio Fregapani: esse cara disse tudo!
    Leiam , meditem: o amigo tá coberto de razão!
    Ei, "seu" Lula, dê uma lida, também.
    É matéria de interesse nacional.
    Abraço

  7. MARKUT disse:

    O triste e preocupante é que não apareceu ainda,entre nós, um Hamilton, nem uma classe política interessada e mentalmente capaz de ler o equivalente atual ao Relatório sobre as Manufaturas.

  8. EDVALDOTAVARES disse:

    HORA E VEZ DA PROTEÇÃO DE BENS E CAPITAIS BRASILEIROS. É o momento oportuno para que a atenção, comercialmente e politicamente justificadas, seja voltada para esta atitude nacionalista. Uma nação embalada pelos sonhos proporcionados pelo desenvolvimento, territorialmente abençoada por seu gigantismo, não pode ficar subjugada ao domínio econômico orquestrado pelas potências mais poderosas. Como preconiza o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, 90 anos, o Brasil com a sua territorialidade será um dos países mais importante do mundo, uma potência mundial. A concitação do coronel Gélio Fregapani para que os brasileiros dêem preferência aos produtos nacionais produzidos pelas indústrias brasileiras constitui em mais um passo a ser dado para que o vaticínio de Helmut Schmidt se concretize. Oportuno é o artigo “Aprendendo com um americano”, do insigne companheiro Fregapani, no qual faz citação ao economista e filósofo escocês Adam Smith, pai da economia moderna, e a sua obra “A Riqueza das Nações” que deveria fazer parte do acervo cultural de todo brasileiro desejoso em ver o seu país entre as mais desenvolvidas nações. Gélio, no corpo do seu artigo, afortunadamente menciona Alexander Hamilton e o seu “Relatório sobre as manufaturas”, destacando a importância do que representou o autor e a sua obra para o desenvolvimento comercial e econômico do seu país por meio de reservas protetoras para o mercado norte-americano direcionadas aos produtos nacionais. A proposta de Alexander Hamilton é, no momento, oportuna para a proteção de todos os brasileiros. Portanto, lembro aos leitores do O&N que tomarem conhecimento do comentário do Gélio fregapani, recomendar a todos os amigos a consumir somente produtos nacionais e a recorrer a empresas fornecedoras e prestadoras de serviços nacionais. Vamos dar vazão ilimitada ao sentimento amoroso de “brasilidade”. BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA! EDVALDOTAVARES. MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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