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O risco das mensagens de texto por comando de voz

Enviar mensagens de texto sem a necessidade de digitá-las é mais distrativo para os motoristas que o uso de um telefone celular

O risco das mensagens de texto por comando de voz
Estudo revelou que dispositivo ativado sem a necessidade de toque é preocupante (Reprodução/Corbis)

Em um novo estudo publicado pela Fundação AAA para a Segurança de Trânsito, em Washington, DC., Davida Strayer e seus colegas da Universidade de Utah, os autores do estudo, observaram quão exatamente distrativas são diversas atividades mentais para os motoristas. Em um mundo onde os carros costumam ser equipados com dispositivos eletrônicos ativados sem a necessidade de toque, a descoberta deles é preocupante.

O Dr. Strayer dividiu 102 voluntários em três grupos. Cada participante desempenhou oito tarefas sob a observação de sua equipe. As oito tarefas eram: não fazer nada; ouvir o rádio; ouvir um áudio-livro; conversar com um passageiro; ligar para um amigo com o uso de um telefone celular; ligar para um amigo por comando de voz; usar a fala para enviar uma mensagem de texto; e, como exemplo de uma tarefa complexa a qual poucas pessoas se dedicam ao volante, verificar um conjunto de equações matemáticas ao mesmo tempo em que se memoriza substantivos inseridos em problemas matemáticos.

O Dr. Stryer consolidou os vários resultados em um único número que representava a distração mental geral criada por uma tarefa. Não fazer nada gerava um valor de referência de 1,0 e manipular problemas matemáticos e de memorização de palavras estabelecia uma fronteira superior de 5,0. Como era de se esperar, ouvir o rádio ou um audiolivro eram as atividades menos distrativa (com pontuações de 1,21 e 1,75). Falar com um passageiro (2,23) e falar ao telefone (2,27 caso ativado por voz e 2,45 caso contrário) eram intermediárias. A mais distrativa, com 3,06, era enviar mensagens de texto por comando de voz. Em uma escala onde 5,0 é o máximo possível, isso é preocupantemente alto.

 

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia

Tradução: Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-Keep your mind on the road

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