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Dinheiro e felicidade

O segredo da felicidade está ligado ao dinheiro?

Em 2014, 54% dos entrevistados em países ricos sentiam-se felizes, enquanto nos mercados emergentes o percentual subiu para 51%

O segredo da felicidade está ligado ao dinheiro?
Em geral, as mulheres são mais felizes do que os homens (Reprodução/Internet)

Poetas, músicos e políticos de esquerda detestam a ideia, mas durante décadas as pesquisas de opinião mostraram que o dinheiro comprava felicidade e quanto mais rico, maior era probabilidade de alguém se sentir feliz. Até agora. Uma pesquisa realizada em 43 países publicada em 30 de outubro pelo Pew Research Centre de Washington D.C., revelou que as pessoas dos mercados emergentes sentem quase o mesmo nível de felicidade das pessoas de países ricos. Essa é uma nova visão do conceito padrão da relação entre felicidade e riqueza.

A pesquisa pediu que os entrevistados medissem, em uma escala de zero a dez, a qualidade de suas vidas. (Os que responderam de sete a dez foram considerados felizes.) Em 2007, 57% dos entrevistados em países ricos expressaram satisfação com seu padrão de vida; nos países emergentes a proporção foi de 33%; e, como previsível, nos países de baixa renda só 16% das pessoas tinham uma vida satisfatória.

Mas em 2014, 54% dos entrevistados em países ricos sentiam-se felizes, enquanto nos mercados emergentes o percentual subiu para 51%. Esse fato demonstra que as chances de convergência econômica com o Ocidente são maiores. Os países ricos não tiveram um declínio expressivo no nível de felicidade, como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, enquanto na Alemanha aumentou para 13 pontos percentuais.

Porém a convergência resultou do enorme progresso em países como a Indonésia (+35) Paquistão (+22). Em 12 dos 24 mercados emergentes, metade ou mais das pessoas manifestou satisfação com seu padrão de vida.

Mas o segredo da felicidade não é uma fórmula rígida. Em geral, as mulheres são mais felizes do que os homens. As pessoas casadas sentem-se mais felizes do que as solteiras. O nível de satisfação nos países da América Latina é maior do que nos mercados emergentes. Os asiáticos são mais otimistas, ao contrário das pessoas do Oriente Médio. A renda ainda é importante, porém não é mais um fator decisivo.

Fontes:
The Economist-Money and happiness

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