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Verborragia na ONU

O tempo dos discursos na Assembleia Geral

Líderes de Estado constantemente ultrapassam o limite estipulado para seus discursos

O tempo dos discursos na Assembleia Geral
Discursos longos e fatigantes fazem parte da história da Assembleia Geral (Reprodução/Reuters)

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Quanto menor o número de ditadores, maior a pontualidade da Assembleia Geral da ONU. Em anos anteriores, representantes tiveram que aguentar as divagações desconexas do Coronel Muammar Khadafi (recorde: 90 minutos em 2009). A reunião do grande corpo de representantes da ONU deste ano contou com apenas um punhado de oradores de fôlego. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinehad, conseguiu se limitar a pouco menos de 40 minutos, surpreendendo alguns representantes e divertindo outros com suas sugestões de reestruturação da ONU, a qual, segundo ele, inclina-se pronunciadamente em favor de alguns países. Ele também compartilhou suas opiniões a respeito da vinda do 12º imã e de Jesus de Nazaré.

Desde 2003, o protocolo da ONU estipula que os líderes de estado devem limitar seus discursos à Assembleia Geral a 15 minutos. Barack Obama ultrapassou esse limite em todos os anos de sua presidência com enunciações de pelo menos 30 minutos. No entanto, as versões de hoje em dia não se comparam aos discursos gigantes do passado. Em 1960, Fidel Castro proferiu o discurso contínuo mais longo da história da Assembleia Geral da ONU ao longo de fatigantes quatro horas e 29 minutos.

Contudo, o discurso mais longo já ouvido na ONU (no Conselho de Segurança, não na Assembleia Geral) foi proferido em 1957, quando o representante da Índia, VK Krishna Menon, expôs detalhadamente a posição indiana a respeito de Kashmir. Ele o fez ao longo de 8 horas distribuídas em três sessões, após as quais ele desmaiou.

Aos representantes desse ano não faltarão oportunidades de exercitar a concentração. Julian  Assange, o fundador do Wikileaks, está agendado para discursar à Assembleia Geral por uma conexão de vídeo a partir da embaixada do Equador em Londres, seu atual refúgio. A concisão não é o seu forte. Caso algum recorde seja quebrado neste ano, é provável que Assange seja o responsável.

Fontes:
The Economist-Keep talking

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