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APÓS CRÍTICAS

Obama defende seu perdão a Chelsea Manning

Segundo Obama, a ex-analista militar que vazou dados secretos do governo foi alvo de uma sentença ‘dura’ e o tempo que cumpriu na prisão já é suficiente

Obama defende seu perdão a Chelsea Manning
Obama foi alvo de uma enxurrada de críticas por parte dos republicanos (Foto: Flickr/Johan Viirok)

O presidente americano Barack Obama defendeu seu perdão a ex-analista militar Chelsea Manning em sua última coletiva como presidente, dada na noite da última quarta-feira, 18.

Presa desde 2010, Chelsea foi condenada a 35 anos de prisão, por ter vazado milhares de documentos sigilosos do governo americano para o site WikiLeaks, de Julian Assange. Na quarta-feira, ela teve a pena comutada por Obama e será libertada no dia 17 de maio, após cumprir sete anos. Outros 209 presos tiveram a sentença comutada por Obama e mais 64 receberam indulto.

Leia mais: Obama comuta sentença de Chelsea Manning

Na coletiva, Obama disse que “Chelsea Manning cumpriu uma pena dura” e que o tempo que passou na prisão é suficiente para convencer outras pessoas dispostas a vazar documentos sigilosos a “nem pensarem que é possível se livrar de um castigo”.

Além de Chelsea, outros famosos por vazar documentos são Assange e o ex-analista de inteligência Edward Snowden. Assange está exilado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres; Snowden vive desde 2013 em Moscou, onde recebeu asilo político do governo russo. Apesar de ter perdoado Chelsea, Obama não demonstrou intenção de perdoar Assange e Snowden.

Segundo o presidente, o caso de Chelsea  é diferente, pois ela “foi a julgamento, cumpriu-se a lei, ela assumiu a responsabilidade por seu crime, recebeu uma sentença muito desproporcional em relação à sofrida por outras pessoas que vazaram segredos e cumpriu um tempo importante da sua sentença”.

Diante dessa declaração, Assange, que acompanhou de perto o perdão à Chelsea, agora cogita voltar aos EUA, caso tenha garantia de que seus direitos serão respeitados.

A clemência de Obama à Chelsea foi recebida com uma enxurrada de críticas por parte de republicanos. Sean Spicer, novo porta-voz da Casa Branca, disse que o presidente eleito Donald Trump, que tomará posse no próximo dia 20, ficou “preocupado” com o gesto. Trump disse que perdoar alguém que vazou dados sigilosos do governo é “decepcionante e transmite uma mensagem muito preocupante acerca da gestão de informações sigilosas”.

O deputado Paul Ryan, líder dos republicanos na Câmara, classificou o perdão como “escandaloso”, e o senador republicano John McCain disse que a comutação da sentença de Chelsea é um “erro grave, que inspirará mais atos de espionagem”.

Fontes:
El País-Obama defende clemência a Chelsea Manning após sentença “dura”

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