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Visita a Washington

Obama deve cobrar postura firme do Brasil para lidar com crise na Venezuela

Durante a visita de Dilma a Washington, Obama deve buscar uma posição em comum com o Brasil frente à repressão de opositores na Venezuela

Obama deve cobrar postura firme do Brasil para lidar com crise na Venezuela
Dilma e Obama durante encontro bilateral no Panamá, em abril (Foto: Creative Commons/Roberto Stuckert Filho/PR)

Quando o premier da China visitou o Brasil no mês passado, os dois lados anunciaram uma série de acordos extravagantes na área de infraestrutura, com valor total de cerca de US$ 50 bilhões. Em contraste, a viagem da presidente Dilma Rousseff a Washington neste domingo, 28, deve trazer anúncios mais modestos.

O encontro de Dilma e o presidente dos EUA, Barack Obama, marcado para terça-feira, 30, é visto pelo Brasil como uma oportunidade para melhorar a imagem do governo em casa. As taxas de aprovação da presidente despencaram graças à recessão, a Operação Lava-Jato, as pedaladas fiscais e o impopular ajuste fiscal.

Um assunto que pode roubar a cena e minar as esperanças do governo brasileiro, entretanto,  é a crise política na Venezuela. Segundo autoridades americanas, Obama buscará um plano comum sobre como lidar com a repressão do governo Maduro a opositores do país. O PT é simpático aos governantes de esquerda da Venezuela, mas o crescente autoritarismo no país, com a prisão de líderes da oposição, está desafiando a capacidade do Brasil de continuar como um espectador silencioso.

O que está na pauta

Além da crise na Venezuela, os presidentes devem tratar de assuntos como o avanço de um acordo para facilitar o acesso de turistas a vistos de ambos os países. Eles também devem reaver acordos de cooperação na área da defesa para facilitar o compartilhamento de informações e tecnologias. O Brasil espera, ainda, conquistas comerciais, como a liberação das exportações de carne bovina fresca brasileira ao mercado americano.

Os EUA estão esperançosos de encontrar terreno comum com o Brasil sobre mudanças climáticas antes das negociações da ONU em Paris, em dezembro, onde a comunidade internacional buscará um acordo duradouro sobre a redução de emissões.

 

 

Fontes:
Financial Times - Rousseff hopes for domestic boost from US trip

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    A exportações do Brasil para os EUA e para a UE despencaram, pelo apoio explícito que Dilma dá à Rússia e a outros países da mesma estirpe política.

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