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PROGRAMA NUCLEAR

Obama fracassou em frear o programa nuclear norte-coreano

O mundo não pode mais ignorar a ameaça das ambições nucleares da Coreia do Norte

Obama fracassou em frear o programa nuclear norte-coreano
O programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis do governo norte-coreano assumiu proporções alarmantes (Foto: Flickr/Zennie Abraham)

Barack Obama iniciou seu mandato com a defesa veemente de um mundo sem armas nucleares. No final de maio, em seu último ano na presidência, Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar Hiroshima, uma cidade destruída por uma bomba atômica americana na Segunda Guerra Mundial. Obama fez progressos na redução e na não proliferação de armas nucleares. Em 2010, ele assinou o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START) com a Rússia. Por sua vez, uma série de conferências de cúpula sobre segurança nuclear ajudou a impedir que o material físsil caísse nas mãos erradas. Ainda mais importante, Obama exerceu um papel crucial na assinatura do acordo com o Irã em julho de 2015, com o objetivo de limitar o programa nuclear iraniano pelo menos nos próximos 10 a 15 anos.

Mas seu fracasso em reprimir a ambição nuclear da Coreia do Norte é evidente. O programa de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis do governo norte-coreano assumiu proporções alarmantes. Seus mísseis nucleares já ameaçam a Coreia do Sul e o Japão. Em algum momento do segundo mandato do sucessor de Obama, é provável que os mísseis possam atacar Nova York. Obama colocou a Coreia do Norte em segundo plano. O próximo presidente dos Estados Unidos não poderá agir da mesma forma.

O tabu contra as armas nucleares apoia-se em três pilares: políticas para evitar a proliferação, normas contra o uso de armas nucleares, sobretudo nos casos de ataques a países sem armamentos nucleares,
e dissuasão. A Coreia do Norte ignorou todos esses preceitos.

Nenhum país na história investiu tanto dinheiro em armas nucleares. Segundo estimativas, a Coreia do Norte tem um estoque de cerca de 20 dispositivos nucleares. Aproximadamente, a cada seis semanas o país acrescenta mais um à sua coleção. Além disso, a Coreia do Norte não obedece às regras internacionais. Seu ditador hereditário, Kim Jong Un, impõe um regime rígido a milhares de norte-coreanos nos campos de trabalho forçado, inclusive famílias inteiras, sem julgamento ou esperança de serem libertados. Com frequência, Kim ameaça destruir Seul, a capital da Coreia do Sul, em “um mar de fogo”. Portanto, as armas nucleares são essenciais para a identidade e sobrevivência de seu governo.

Fontes:
The Economist-A nuclear nightmare

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