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Combate ao terrorismo

Obama instiga frente global contra grupos como Isis

Depois de onda de ataques terroristas, Obama pede cooperação entre nações

Obama instiga frente global contra grupos como Isis
Obama pediu cooperação global para conter grupos como o Isis (Reprodução/Stephen Crowley/The New York Times)

Na última quarta-feira, 18, o presidente americano Barack Obama pediu aos americanos e mais de 60 nações para se juntar à luta contra o extremismo violento, dizendo que eles têm de combater a ideologia do Estado Islâmico (Isis) e de outros grupos que cada vez mais atraem  jovens ao redor do mundo.

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O segundo de três dias de encontro aconteceu depois de uma onda de ataques terroristas em Paris, Sydney, Copenhagen e Ottawa. Obama disse que esse desafio exigiria cooperação entre muçulmanos, líderes comunitários e religiosos, além de educadores.

“Nós temos de enfrentar direta e honestamente as ideologias distorcidas que esses grupos terroristas utilizam para incitar as pessoas à violência”, disse o presidente a um auditório cheio de ativistas comunitários, líderes religiosos e agentes da lei – alguns deles céticos sobre a sua mensagem. “Temos de encontrar novas maneiras de amplificar as vozes de paz e tolerância e inclusão, e, nós precisamos fazer isso especialmente on-line.” Os representantes da Casa Branca disseram que essa batalha é tão importante quanto a campanha militar que Obama lançou contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Apesar do apelo do presidente, muitos dos líderes e dos funcionários que participaram da conferência expressaram dúvidas sobre a capacidade do governo Obama para combater as mensagens de extremistas, em particular do Estado Islâmico, que tem um alcance e agilidade na mídia social que ultrapassam de longe a do governo americano.

Ao mesmo tempo, ativistas de direitos humanos na conferência disseram que tinham sérias preocupações sobre os esforços nacionais para combater o extremismo violento. Eles disseram que os programas para detectar potenciais terroristas locais poderiam se transformar em alarmismo, passando por cima dos direitos civis e da privacidade.

Alguns grupos da comunidade muçulmana-americana boicotaram a reunião. Obama ressaltou: “Nós não estamos em guerra contra o Islã. Nós estamos em guerra contra pessoas que perverteram o Islã”. O presidente disse que é fundamental que tais esforços incluam a entrada de muçulmanos-americanos, que, segundo ele, têm, por vezes, se sentido “alvos injustamente ” dos esforços antiterrorismo do governo. “Nós temos que ter certeza de que os abusos parem, não se repitam, e que nós não estigmatizemos comunidades inteiras”, disse Obama. “O envolvimento com as comunidades não pode ser uma cobertura para a fiscalização.”

 

Fontes:
The New York Times-Obama Urges Global United Front Against Extremist Groups Like ISIS

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