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Guerra contra Isis

Obama propõe autorização de guerra para combater novos inimigos

O presidente, eleito com a promessa de pôr fim às guerras americanas, enviou ao Congresso uma proposta para autorizar o uso da força militar contra o Estado Islâmico

Obama propõe autorização de guerra para combater novos inimigos
Proposta de Obama garante um uso limitado das forças armadas dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico e seus aliados (Reprodução/Economist)

Em 2013, os Estados Unidos declararam o fim da guerra contra o terror, que começou em 11 de setembro de 2001. Na época, o presidente Barack Obama anunciou sua intenção de finalmente revogar a Autorização para o Uso da Força Militar (AUMF, na sigla em inglês) junto ao Congresso. No entanto, na última quarta-feira, 11, o presidente propôs ao Congresso uma nova AUMF garantindo um uso limitado das forças armadas dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (Isis) e seus aliados.

O argumento do presidente americano é que a facção militante pode ameaçar o território americano se sua violenta tomada de poder ficar sem acompanhamento. Ele enviou ao Congresso uma proposta para autorização de força militar contra a milícia, que submete o Iraque e a Síria a regras violentas e que matou reféns americanos e de países aliados. A proposta não autorizaria operações de longa duração e em larga escala, como as que foram empregadas no Iraque e no Afeganistão, já que segundo o presidente, esses combates deveriam ser deixados para forças locais em vez do Exército americano. Além disso, Obama oferece limitar a autorização a três anos, estendendo ao seu sucessor na presidência os poderes e o debate sobre a renovação para o que ele antevê como uma longa batalha.

Alguns democratas reclamaram que o novo AUMF é muito vago, com falta de limites geográficos e sem estabelecer qualquer calendário que revogasse o AUMF de 2001. Já os republicanos reclamaram que o projeto era muito restrito. “Se nós estamos indo para derrotar o inimigo, precisamos de uma estratégia militar e de uma autorização robusta, não uma que limite nossas opções”, disse John Boehner, o presidente republicano da Câmara dos Deputados à Economist.

A proposta vem seis meses depois que os Estados Unidos começaram os ataques aéreos contra os combatentes no Iraque e na Síria. Essa nova autorização convida o Congresso, controlado pelos republicanos, a dar apoio explícito para uma ampla campanha, de longa duração para “degradar e derrotar” o Estado Islâmico. A proposta lança um debate ideológico sobre quais autoridades e limitações o presidente deveria ter em perseguir extremistas com a provável perda de vidas americanas.

Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, a resolução de Obama repele a autorização de 2002 para uso de força no Iraque, mas mantém uma autorização de 2001 contra a Al Qaeda no Afeganistão, apesar do presidente americano ter dito em sua carta aos congressistas que seu objetivo era refinar e em última análise revogar essa mesma autorização.

 

Fontes:
The Economist-A law for war
Folha de S. Paulo-Obama propõe autorização de guerra contra o Estado Islâmico

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