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Obama socialista? Não chega nem perto

É justo questionar se o governo norte-americano deveria ter seus poderes ampliados, mas o socialismo é muito mais assustador que isso

Obama socialista? Não chega nem perto
Presidente dos EUA, Barack Obama: sem características socialistas (Reprodução/Internet)

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A palavra “socialista” voltou a ser usada no cenário político norte-americano. Rick Perry, Newt Gingrich, Rick Santorum, Sean Hannity, Rush Limbaugh e outros políticos advertem: “O presidente Barack Obama é socialista!”. Eles imprudentemente têm igualado o socialismo no estilo da Europa Ocidental, com sua provisão governamental de seguro social e cuidado com a saúde, com o totalitarismo marxista-leninista. Eles ofendem e desvalorizam a experiência de milhões de pessoas que viveram e continuam a viver sob formas brutais de socialismo.

Quaisquer que sejam os defeitos de Obama, ele não tem características socialistas. Obama é acusado de tentar ampliar o alcance do governo – nos cuidados com a saúde, regulamentação financeira, na indústria automobilística e assim por diante. É justo questionar se o governo federal deveria ter seus poderes ampliados, e os EUA têm debatido isso desde o seu nascimento. Mas o socialismo seria muito mais assustador que isso.

Marx acreditava que poderia acabar com as desigualdades sociais, e Lênin testou essas ideias na União Soviética. Era o seu sonho criar uma sociedade sem classes. Mas a realidade foi devastadora. A elite soviética usurpou todos os privilégios, bajuladores conseguiam alguns deles e os pobres nenhum. O Bloco Oriental inteiro seguiu miserável.

O socialismo não foi – como os detratores de Obama sugerem – apenas a centralização do governo e o controle da iniciativa privada, mas um sistema de despojos que destruiu tudo em nome da “justiça social”. De acordo com o New York Times, os EUA precisam lutar não pela justiça social – que nunca existiu, e nunca existirá – mas sim pela harmonia social. A harmonia na música é, por sua natureza, estimulante e reconfortante. Em uma orquestra, os músicos tocam instrumentos diferentes, mas juntos, com o objetivo de uma melodia geral.

Hoje, a democracia é uma reunião de diversos atores que precisam urgentemente de tal unidade. Se todos os participantes jogarem limpo e se esforçarem para o bem comum, a harmonia que iludiu os projetos doutrinários socialistas poderá ser alcançada. Mas se apenas uma seção, ou mesmo um integrante, está fora de sintonia, a música irá se transformar em cacofonia.

Por isso, os políticos têm que ter em mente a melodia uníssona do país. Caso contrário, a dissonância barulhenta pode se tornar alta o suficiente para acordar um outro Marx, ou algo ainda pior.

Fontes:
The New York Times - Obama the Socialist? Not Even Close

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3 Opiniões

  1. Vanderlei Alves disse:

    Final de texto tão poético quanto idiota….Vamos lá.
    Se o próprio autor do texto adimte que muitos vivem sob a égide de ” formas brutais de socialismo”, é porque existem formas mais brandas, por assim dizer, que cedo ou tarde podem levar às formas mais vorazes que ele aduz. Ademais, não se deve perder de vista que, até se chegar ao processo mais radical, por vezes se passa por estágios no qual a luta pelo poder se dá de modo mais ameno, do que pela via do morticínio puro e simples, e o autor sabe muito bem disso… Desta forma, não é porque não escorre sangue nas ruas dos EUA ainda, em prol da revolução esquerdista, que pode-se considerar que Obama não seja um socialista, ou agora até esse senhor virou conservador por acaso, ou libertário? De modo que considerar ofensivo chamar Obama de socilaista, só porque existem formas mais ofensivas e sanguinárias desse regime nesfato, é desvirtuar a conversa, portanto, esse argumento não se sustenta.
    Outro ponto fragil do texto é considerar que “O Bloco Oriental inteiro seguiu miserável.” Mentira, a elite comunista NUNCA é pobre, via de regra, vide o Lula e seu filho com uma fazenda de 30 milhões de reais.
    Outro argumeto fraco, posto que o bloco todo não seguiu miserável, menos a elite esquerdista, nomenklatura miserável é aporia.
    É preciso ressaltar ainda que, ou o autor é bem ingênuo, coisa pouco provável, ou está eivado de perfídia, quando assevera que é preciso buscar a harmonia social com os diversos atores socias do regime democrático. Ora, isso tudo é muito lindo quando se pressupõe que todos esses atores desejam permanecer na esfera democrática, tendo em vista que não dá para buscar hamonia com aqueles que apenas se utilizam da democracia como um fim para se chegar ao estado totálitario, ainda que o mesmo não seja de recorte sangunário. Vide como exemplo claríssimo da atuação do Foro de São Paulo, leia-se, a reunião dos organismos e governos de esquerda da america latina, e o caso do Paraguai. Falam cinicamente em democracia em risco no país vizinho, e calar sobre Cuba e Venezuela, supera a falta de vergonha ou miopia, é claramente uma implemantação de uma estratégia de dominação. Quando convém, se fala de regime democrático, quando não, nos casos de Cuba e Venezuela, cala-se vergonhosamente.
    Disso fica posto que tentar alcançar a harmonia social com atores dessa baixa qualidade moral, é um estupidez imperdoável, pois estes são inimigos da democracia, e se utilizam de seus mecanismos, com o intuito de extuinguí-la.
    Por último destaca-se a abordagem no mínimo estranha do Jornal que no corpo do texto faz menção a si mesmo de um modo, no mínimo, nebuloso, ao dizer que: ” De acordo com o New York Times, os EUA precisam lutar não pela justiça social – que nunca existiu, e nunca existirá – mas sim pela harmonia social”.
    Pessoas sofrerem de transtorno da personalidade não é algo incomum, agora jornais apresentarem esse problema… Devo confessar que é a primeira vez que constato um distúrbio desse jaez. Que coisa estranha!!!! Sem mais. Pax Dominus!

  2. lucas disse:

    Ótimo texto, uma síntese real do receio Americano de ter que retroceder e jogar tudo pro alto as suas conquistas em razão de estar sob influência de um socialista que nega ser socialista mas age como um.
    Socialismo e comunismo se mostraram as maiores farsas da humanidade, aliás a definição exata para comunista é TRABALHO ESCRAVO, nenhum ser humano ( que não seja um bajulador ou um alienado revoltadinho que achava modinha brigar contra o sistema) se sujeitava a morar nesses lixos de países comunistas, tanto que Cubanos preferiam morrer em uma balsa feita de pedaços de madeira do que viver na ilha de Fidel, a Alemanha oriental teve que fazer um muro pra população não sair toda pro lado capitalista ( mais uma vez a escravidão, a privação da liberdade de ir e vir), o mesmo ocorre na Coréia do norte.
    Infelizmente as repúblicas das bananas da américa LaTRina estão resgatando essa modalidade de trabalho escravo e os acéfalos com tendências a fetiches sexuais como ser escravo apóiam isso mais do que tudo. São paladinos ferrenhos dessa mongolice desvairada.
    Nojo. Depois dizem: Brasil ame-o ou deixe-o, ok muito legal, mas saía distribuindo vistos pra países de primeiro mundo e veja quantas pessoas vão sobrar aqui na banalândia socialista.
    HAHAHA

  3. Tiago Ramos da Silva disse:

    Os comentários do Lucas e do Vanderlei conseguiram superar a qualidade do artigo em muitas vezes mais!

    O artigo é bom, porém peca em muitos aspectos; o primordial é negar o socialismo do Obama, alegando que ele não é perverso como o da URSS e de alguns países como Cuba, Coreia do Norte e China; o último é negar que é impossível alcançar uma harmonia social com atores perversos, fraudulentos e mal intencionados, como já dito pelo Vanderlei, são os ideólogos do esquerdismo petista e do foro de São Paulo.

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