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VIAGEM DIPLOMÁTICA

Barack Obama visita Macri na Argentina

Objetivo da viagem é redefinir as relações diplomáticas e fortalecer os laços comerciais com o país

Barack Obama visita Macri na Argentina
Macri e Obama (Foto: Wikimedia)

Depois da visita histórica em Cuba, o presidente americano, Barack Obama, chegou à Argentina nesta quarta-feira, 23. O objetivo da viagem é redefinir as relações diplomáticas e fortalecer os laços comerciais com o país.

A visita de dois dias de Obama à Argentina marca uma reaproximação após anos de relações complicadas com o governo de Cristina Kirchner. E este é, portanto, um sinal de apoio americano às reformas de Macri, que quer abrir a economia. A visita de Obama ocorre em um momento em que muitos governos da região enfrentam escândalos de corrupção e crise econômica.

O líder americano deve conversar com Macri, antes de uma coletiva de imprensa conjunta. Em seus primeiros 100 dias no cargo, Macri levantou controles de capital e de comércio, cortou os gigantes subsídios de energia e retomou as negociações com credores internacionais. Autoridades americanas dizem que Obama ficou impressionado com o ritmo da reforma.

Só que Macri ainda tem que lidar com inflação de dois dígitos, um déficit fiscal enorme e a evasão de divisas. Atrair investidores estrangeiros é o pilar de sua estratégia para reanimar a economia, e Obama chega com uma grande delegação empresarial a reboque.

Guerra suja

Partidos políticos de esquerda prometeram protestar durante a visita de Obama, que coincide com o 40º aniversário do golpe de 24 de março de 1976, que promoveu a chamada “guerra suja” no país, iniciada após o regime militar tomar o poder e implantar perseguições e violência indiscriminada. Alguns argentinos têm receio de um entendimento com Washington, que apoiou a ditadura sangrenta entre 1976 e 1983.

Os EUA inicialmente apoiaram a ditadura, que matou mais de 30 mil pessoas numa ofensiva contra sindicatos e opositores. Muitos desapareceram e até hoje não se sabe o que houve com eles. Além disso, centenas de crianças foram roubadas de seus familiares presos.

Na semana passada, os EUA anunciaram que iam tornar públicos os documentos militares americanos e das agências de inteligência que estavam ligadas à ditadura, uma manobra que visa acalmar a crítica sobre o momento da viagem. Obama também vai homenagear as vítimas da ditadura na próxima quinta-feira, 24, antes de ir para a Patagônia.

Macri clama por um relacionamento “produtivo e inteligente”. Os líderes vão discutir a economia, as mudanças climáticas e o tráfico de drogas. Segundo autoridades americanas, espera-se que haja uma série de acordos bilaterais.

 

Fontes:
Reuters-Obama in Argentina to reset relations amid regional political shift

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